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Café: extra-forte

Depois da primeira ultra e da alegria em saber que um garotinho está se preparando para chegar em nossas vidas, seguimos em frente neste mundo de surpresas e alegrias com a reabertura da cidade para a convivência. Se é a primeira vez que você vem aqui, acompanhe a minha saga como uma futura mãe De primeira viagem em Dublin. 

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E como em um passe de mágica, o dia da primeira visita ao hospital foi o último dia do enjoo matinal, que aconteceu, no total, entre a 5ª e a 14ª semanas da gravidez. E tudo o que eu não comi durante esse período, estou compensando agora, uma fome de leão! Além da fome, começo a perceber outras mudanças, como a alteração das mamas e o aumento da barriga. Também ando sentindo uns movimentos “estranhos” na barriga, normalmente como se fossem umas bolhas estourando ou um volume alto e localizado na barriga, ou ela fica mais dura do que o normal. Ou seja, a parte boa da gravidez chegou e será a que me fará esquecer por completo os 3 primeiros meses e os vômitos... para sempre, será? Agora é me preparar para o terror, ou melhor, o medo desde que me entendo por gente, é a hora do parto. Afinal, aqui na Irlanda, assim como na maioria dos países europeus, se incentiva o parto normal e só se fazem cesáreas em último caso.

Durante a 15ª semana da gravidez, o governo irlandês começou a flexibilização do isolamento social, que foi dividido em 5 fases. Nesta primeira fase, podemos “viajar” num raio de 5km de casa. Sobre o comércio, apenas lojas de casa e jardim foram reabertas e são permitidos encontros ao ar livre para grupos de até 4 pessoas que não moram na mesma residência, mantendo distanciamento de 2m. Desde que o isolamento social começou, nós praticamente não saímos de casa, somente para ir às consultas e às vezes ao mercado, quando esquecemos de comprar algo que não vale a pena pedir online. Neste tempo, recebi mais duas cartas do hospital, o que eu não esperava, por conta do cronograma entre o clínico geral e o hospital, para novas consultas e outra ultrassonografia.

Um parêntese aqui: no formulário que mandei para o hospital na Saga dos Correios, uma das perguntas era qual categoria de cuidado eu gostaria, se era com obstetra ou parteira e eu escolhi obstetra, mais por precaução, já que estou numa idade mais “avançada” e minha família tem histórico de abortos e nascimento de prematuros. Fecha parêntese.

Então, com 18 semanas de gestação, volto ao hospital para a consulta com a obstetra. Fila de quase uma hora para ser atendida e coitado do Léo fica esperando por mim fora do hospital, já que ainda não foi liberado o acesso de acompanhantes. É um procedimento bem simples, ela mediu minha pressão, testa minha urina (toda consulta tem que fazer xixi no potinho), faz algumas perguntas e, para minha alegria, faz uma mini ultrassonografia. Infelizmente, meus exames demonstraram que estou com pouco ferro, o que é bastante comum, e tenho que começar a tomar suplemento para compensar a insuficiência. 

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Nesta mesma semana, começa a segunda fase de flexibilização e o raio de viagem aumenta de 5 km para 20 km, as lojas de varejo foram reabertas e os encontros ao ar livre para grupos pequenos aumenta de 4 para 6 pessoas. Decidimos ir ao parque algumas vezes encontrar amigos à distância, até para curtir o pouco de verão que temos por aqui, além de finalmente sair de casa para respirar um pouco ao ar livre. Na primeira vez que nos encontramos, a sensação foi bem estranha, por estarmos fazendo quarentena há tanto tempo e o medo ainda iminente do vírus. O parque foi a melhor escolha, por ser um lugar aberto e de maior distanciamento social, além de ser um dia de clima quente para a Irlanda. 

Uma das coisas ruins de se encontrar no parque e com praticamente todos os lugares ainda fechados, é não ter como ir ao banheiro, ainda mais estando grávida, onde a torneirinha é mais frouxa do que o normal. Aqui, infelizmente, os parques não têm toaletes. De volta ao encontro, cada casal de amigos no seu quadrado e à distância, e algumas perguntas sobre a gravidez, mas nem tantas, porque estamos nos falando online toda semana. O maior impacto para eles foi a barriga estar começando a aparecer, porque não é o mesmo do que ver numa tela de computador ou celular. De qualquer maneira, os encontros seguintes foram mais tranquilos e ficamos menos nervosos por já termos passado por isso antes.

Chegamos em 20 semanas, metade da gestação (por volta de 5 meses), eu faço outra ultrassonografia, a morfológica, que é um pouco mais detalhada. Nas outras, normalmente se pode medir o comprimento e batimentos cardíacos do bebê, mas essa mede tudo isso e mais: o comprimentos dos ossos das pernas, braços e coluna vertebral, tamanho da cabeça, verifica os órgãos, como o coração, os rins, o estômago, a genitália (até para garantir que o gênero visto na primeira ultra estava correto), além de determinar a localização da placenta que, no meu caso, está um pouco abaixo do normal. Nada a se preocupar no momento, até porque ainda tem muito tempo de gestação, mas algo a ser acompanhado. Segura a ansiedade que mês que vem eu conto mais um pouquinho sobre essa nossa aventura coletiva!

***
Quem escreve

Camila Castro (Cam, Camy, Camis, Camilinha) é engenheira de produção e vive com o marido e o futuro bebê em Dublin, na Irlanda. Potiguar, morre de saudades do calor nordestino, das comidas e dos amigos de todos os lugares, mas encontrou seu cantinho no mundo para tocar a vida com mais tranquilidade. Você a encontra no linkedin e no facebook. Fala com ela!
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Hoje eu cheguei com uma ideia. É uma proposta revolucionária e coletiva, uma tentativa de refrescar a mente e o corpo. Não sou coach, mas garanto que este desafio vai ajudar a todos nós e transformará um pouquinho nossa vida, se conseguirmos cumpri-lo. Vem comigo! 

redes-sociais

Eu ia postar apenas no instagram, mas comecei a escrever e as ideias fluíram tanto, que resolvi trazer para cá também, assim tenho mais tempo e espaço para desenvolver e respirar. O instagram tem o acesso direto ao debate, então, vale passar lá para participar mais intensamente na troca de ideias. No fim das contas, os dois se complementam. Vamos ao que interessa:

Eu sou a moça da foto abaixo, como é de se esperar. Ela foi tirada em setembro de 2018, quando viajei com uma amiga para a Chapada Diamantina. Naquela época, a gente nem pensava tanto no tempo que passávamos nas redes sociais, porque tínhamos outras redes para deitar, trilhas para caminhar, praias para ir, ambientes e natureza a descobrir. Com a pandemia, tudo mudou.

Ficamos um tempo sem nada disso, apenas com estas redes sociais que melhoraram e, esculhambaram também, a vida de muita gente. Chegou o dilema das redes para relembrar o que muitos já sabem e alertar a turma mais distraída. O fato é que o mundo virtual é realmente complexo, com benefícios e riscos. Mas, no fim das contas, é virtual.

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Mucugê - Chapada Diamantina | Bahia
Neste 2020, enquanto procurava trabalho, insisti em desenvolver o projeto do Café: extraforte: instagram, facebook, estratégia de conteúdo e marketing para dar mais visibilidade ao que produzo aqui. Adoro escrever, falar sobre literatura e cinema, é tudo a minha praia. Como as praias são a minha praia, as chapadas, as viagens para qualquer canto e até para lugar nenhum, como quando passeamos por nossa cidade, bairro, casa.

Com a coisa toda melhorando aos poucos, entre o controle, o cuidado e o hábito de viver de máscara, começamos a sair de casa e as praias abriram. Os parques abriram. A primavera chegou. Agora, proponho que tentemos reduzir um pouco o uso do celular também, das redes sociais e que voltemos a construir a convivência cara a cara, sem telas e lives. É uma proposta besta, mas é também um desafio de tremenda ousadia. E não será fácil.

Eu já tento ficar fora das redes um dia na semana, mas ainda é só tentativa, acabo me distraindo com uma notificação e entro, nem que seja para fazer a parte 'trabalho', que é responder a quem me acompanha e compartilha dos interesses por este Café. Gosto de compartilhar fotos, filmes, dicas, livros. Adoro discutir estes temas e amo quando alguém me manda um comentário, uma mensagem, porque é gente disposta a uma conversa com um cafezinho, um chá, uma troca de ideias, influências e reflexões. Mas, mesmo amando tudo isso, a coluna não aguenta, o corpo cansa, a família se distancia e criamos esse universo todo de relações a distância, com encontros cada vez mais raros.

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Jericoacoara | Ceará
As fotos que posto aqui são de provocação mesmo, para mim e para você. Para relembrar os lugares por que passei, as pessoas que conheci, as experiências que tive enquanto não estava com a cara na tela, mesmo eu tendo tirado ou aparecido nas fotos. O objetivo era mais do registro para a memória do que uma confirmação social por meio das redes. O que não me imiscui de participar daquele mundo e também gostar quando alguém comenta uma nova postagem. Quem nunca?

Mas, novamente, eram tempos de passeio, de andar nas dunas, de conhecer pessoas, caminhar por trilhas, subir montes, mergulhar nas águas geladas de uma piscina natural ou naquelas morninhas que só as praias do nordeste oferecem. De andar pelas ruas de uma cidade nova para nossos olhares e se perder em um muro diferente, em uma escultura pendurada no céu ou de provocar a si mesmo em pequenos desafios e novas refeições. Para tudo isso, não dá para usar o celular. Para conversar de verdade com um amigo ou amiga em uma cafeteria, não dá para ter o aparelho do lado com a tela virada pra cima, como se estivéssemos sempre à espera de algo mais importante do que o presente. E, de novo, eu também estive nesse lugar, nessa ansiedade e busca por retornos.

Por isso, proponho o desafio para mim e para você, que venha comigo devagar e tranquilo, mesmo com essa ideia simples e que sim, será revolucionária. Vamos ficar um dia sem redes sociais?

Um dia por semana, para ser mais precisa. Um dia sem checar feed de nenhum tipo: facebook, instagram, twitter, youtube, happn, tinder, tiktok e sei lá mais quantas. Sem checar notícias também, naquela ansiedade por saber mais sobre os números da pandemia - vivi assim um tempo - à espera de dias melhores. Vamos usar o whatsapp com parcimônia, sem checar grupos. As mensagens importantes virão e serão respondidas, como as urgências, em ligações telefônicas. Não me parece uma ideia insensata. O que acha?

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Terras Altas (Highlands) | Escócia 
Vai ser desconfortável, vai gerar um pouquinho de ansiedade no início, mas preceberemos como usaremos nosso tempo, este tempo que 'perdemos' escolhendo filtros, compartilhando memes, conversando 'nada', checando feed e, literalmente, vendo a vida virtual do outro. Vamos nos voltar aos encontros ao vivo e a cores, com segurança e responsabilidade. Vamos à praia, aos parques, caminhar por aí. Está difícil viajar, então marquemos um cafezinho, pode ser em casa mesmo, com um amigo, para botar o papo em dia, pode ser no play do prédio, na porta de casa, se o medo maior for da pandemia.

Que se faça ao vivo o que tem sido feito por internet. Que deixe mais tempo para as plantas, os livros, os filmes, as refeições em família. Que se tente preparar um prato novo ou se busque aquele caminho não costumeiro. Que se dê uma volta, sozinho mesmo, pela cidade. Vai ser bem diferente. Desative as notificações - por um dia. Um dia por semana.

Será que conseguiremos? É pedir demais? 
Como vivíamos antes das redes sociais? E do celular? E, arrisco dizer, da internet?

Um dia por semana sem redes sociais.
Vamos juntos? Testa e me conta como foi? Pode ser aqui mesmo nos comentários ou no próprio instagram. Farei conteúdos periódicos por lá também, para não perdermos a ideia de vista.
Me conta. Vai ser lindo.

***

Vamos manter esse Café funcionando a todo vapor? Vem comigo! Com muito pouco, já faz uma diferença danada =)
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Poderia ser mais um filme sobre o fundo do mar e as maravilhas da natureza, mas o documentário Professor polvo (My octopus teacher) ultrapassa essa ideia. É um dos melhores filmes do ano e conto aqui porquê. Assista na netflix.

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Craig Foster | Professor Polvo
Craig Foster é um homem em crise sobre seu trabalho enquanto cineasta e sobre a vida que vive na costa oeste da África do Sul, no Cabo das Tormentas. Tendo passado boa parte da sua existência próximo ao mar, mantém uma relação íntima e fundamental com o oceano, que ultrapassa turismo ou passeio. O mar faz parte dele. Buscando um caminho para se reconhecer, Craig começa a mergulhar todos os dias e ali encontra um polvo, com quem passa a fazer contato. Este é o começo de nossa história.

Com uma sinopse simples, parece uma história sobre um lunático, mas a sensibilidade, conhecimentos e cuidados que o documentarista tem com a vida subaquática e selvagem supera qualquer ideia preconcebida que tenhamos. Seu preceito é simples, entrar no mar - o nosso oceano Atlântico - e acompanhar a vida daquele animal em simbiose com os demais, na floresta de algas.

Mas, o que dizer desse título? Em inglês e português, o documentário Professor Polvo é de extrema relevância. Os diretores e roteiristas Pippa Erlich (em seu filme de estreia) e James Reed (experiente cineasta em filmes do gênero) colocam a natureza em protagonismo e não o personagem humano que conta a história. Aqui, estamos entregues ao mar, ao oceano de águas claras em impressionante fotografia, de diversidade de cores e formas, muito além de nossa imaginação ou dos livros de escola. E o mais interessante: não é um documentário de denúncia.

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Craig Foster e Pippa Erlich | Professor Polvo
Considero o tópico denúncia importante, porque hoje falamos muito sobre o assunto. Abundam documentários sobre vida animal, sobre plásticos e poluição no mar - vale assistir o ótimo Oceano de Plástico - sobre tudo o que fazemos para tentar destruir o planeta (e ainda Maidentrip, a história de uma garota que decidiu velejar sozinha pelo mundo), mas a busca de Professor Polvo é a redescoberta, como se estivéssemos diante da melhor definição de vida em comunhão. A construção do filme traduz isso muito bem, quando começamos a perceber o filho de Craig Foster em cena, sendo o ponto focal por uns instantes, tendo a família como base, como se a história e relacionamento com o polvo o trouxesse para perto dos seus.

O documentário ainda é um ganho imenso para a netflix. O streaming, apesar do volume quase infinito de produções de todo o tipo, anda carente de assuntos relevantes e sensíveis, como se a prateleira de documentários, clássicos e cinema de arte tivesse desaparecido das nossas saudosas locadoras. Professor polvo é ainda, arrisco dizer, a melhor forma de branded content - talvez meus estudos recentes em marketing digital estejam me afetando mais do que eu gostaria - da natureza. Ele traz uma poesia no olhar, no trato das imagens, como se todos ali estivessem e fossem - como devem ser no dia a dia - preocupados com este ambiente tão rico e sensível. Assim, por mais que não enfatize e nem traga à pauta o tópico de preservação ambiental, ele se torna óbvio e imperativo.

Há muito o que ver e perceber aqui. A narrativa de Craig Foster nos aproxima da história, queremos viver aquele dia a dia, mergulhar naquela selva de imensas árvores de algas - vivendo muito perto do mar, nunca as tinha visto tão grandes, só chegam fragmentos na minha costa baiana - e acompanhar o mundo que conhecemos tão pouco e que nos traz tanto. Ao nos depararmos com as transformações da natureza e suas rotinas por um ano, somos tomados por aquele olhar, quase esperando que Professor polvo não seja mais um documentário, mas uma série. 

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Professor polvo | netflix
Mesmo sendo de extrema sensibilidade a história pessoal de transformação de nosso protagonista humano, é do animal que queremos saber mais. Como Craig, estamos ansiosos por saber o que acontece a cada dia que se vai ao mar, o que se passa ali, a perceber nuances, diferenças na água, no ritmo das ondas, no reencontro com os animais que já não se assustam com nossa presença. Tubarões, peixes, algas, moluscos, medusas, corais, águas-vidas, mamíferos - tudo em alta definição para deleite de nossos olhares e corações. Professor polvo dá aulas de vida, no sentido mais profundo e completo que possa existir. Imperdível e maravilhoso, o documentário está na netflix.

Assiste ao filme Professor polvo e me conta o que achou? Se gosta de dicas de filmes, séries, livros, aparece sempre por aqui, toda semana tem conteúdo novo, relevante e interessante no Café. E se quer me ajudar a mantê-lo funcionando a todo vapor, vem no buy me a coffee! Com tão pouco, já se faz muito =)
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Quem acompanha o Café, deve estar surpreso ao ver esta postagem. Apesar de minha ênfase na curadoria de filmes, séries e livros ser em cultura de forma ampla, com produções do mundo inteiro, Dorama é, de fato, uma grande novidade. Mas, o que é Dorama mesmo? E por que faz tanto sucesso?

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Seul | Coréia do Sul
Dorama é definido como qualquer produção de drama para a televisão, entendendo este 'drama' como encenação, dramatização. O dorama, não é restrito à Coréia do Sul, mas de toda a região do sudeste asiático - China e Japão também os produzem há bastante tempo. Aqui, vamos focar nas produções coreanas, país que mal conheço e já gosto muito.

O termo 'dorama' deriva da forma de falar do povo, que tem dificuldade com 'drama'. Pode parecer besteira e errado escrevermos assim, mas é como é compreendido e ninguém se ofende. Os doramas são produções de comédia romântica, dramas, suspenses e mistério, que têm foco em desenvolvimento de personagens. Assim, aqueles filmes fantasiosos, de ação e séries de robôs, por exemplo, não entram na classificação, são chamados de tokusatsu (cuja tradução literal é 'efeitos especiais'). Quem já começou a assistir ou assistiu a um dorama, entenderá este ponto. Enquanto a preocupação maior é com os personagens e menos com o desenrolar das tramas, eles tendem a nos passar a impressão de que 'demora a acontecer alguma coisa' - quando, na verdade, é apenas outra forma de contar uma história.

Para assistir a estas produções, é preciso se preparar, os seriados costumam ter episódios longos - Reply 1988 tem alguns episódios de 90min! - e neste clima de 'deixa a vida me levar'. Se você está buscando um filme ou série de consumo 'imediato', é melhor ir a outras paragens. Eu fui apresentada aos doramas por uma grande amiga que é super fã e entendi o porquê. Estas produções - especialmente as de comédia romântica ou romance - têm uma leveza e inocência que se aproximam das comédias românticas americanas dos anos 80 até meados dos anos 90. Ali, parecia que os relacionamentos não eram tão líquidos como Zygmunt Bauman proclamou em seu livro e havia ainda um período de paquera e romance, conquista e então, compromisso. 

Além da leveza das séries, há características que enfatizam as mudanças de hábitos quando entramos neste mundo. As interpretações, muitas vezes, são exageradas, como caretas de surpresa e ênfases de expressão. Há ainda aquelas explosões de gritos e sussurros altos que nos fazem rir e um ou outro momento de fantasia que nos tiram do lugar comum. O mais importante é ter o coração aberto para a diferença e, claro, entender se este tipo de produção é para você. Para mim, foi uma grata surpresa! Trago agora opções de doramas que assisti na Netflix - o streaming tem investido pesado nestas produções - para matar a sua curiosidade e entrar nesse novo mundo!

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Romance is a bonus book (2019)
A história acontece em uma editora de livros e ali, há muitas conversas sobre marketing editorial, lançamentos, ideias, livros e até café. Para mim, os melhores temas e, não suficiente, há uma história de amizade antiga que pode se transformar em romance. Para os corações sensíveis, uma delícia. Romance is a bonus book é uma ótima pedida para entrar nesse universo. Os episódios não são muito longos  - têm em torno de 60 minutos - e, como a maioria dos doramas, se encerram em uma temporada. 

Kang Dan Yi é uma redatora que está apertada de grana e não tem jeito que conseguir trabalho. Ela é separada do marido e sua filha estuda em um internato, de forma que quase não aparece na trama. Para as mulheres que engravidam e param de trabalhar um período, é um inferno retomar a vida - em qualquer parte do mundo, mas a Coréia do Sul, em particular, ainda carrega um imenso atraso social em se tratando de gênero, aceitação e emancipação da mulher. Dan Yi é teimosa e faz de tudo para conseguir um trabalho compatível com suas habilidades, não consegue e, no meio disso, começa a fazer faxina na casa do amigo Cha Eun Ho, se passando por uma diarista. No meio dos apertos e com medo da humilhação, se muda para o sótão da casa daquele e consegue um emprego na editora em que ele trabalha. Os dois passam a ter uma convivência e o resto deixo para a imaginação.

Romance is a bonus book é um dorama leve, tem uns momentos excepcionais de 'distração' e ótima construção de personagens. Um pouquinho de exagero em algumas atuações, característicos do tipo de produção que estamos vendo. Nada que aperte demais o peito, assisti no início do isolamento social e era tudo o que eu precisava naquele momento.

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Reply 1988 (2015)
Essa série é apenas maravilhosa. A gente sabe que boa parte do sucesso de produtos de comunicação e entretenimento se deve a alguns pilares de atração. A nostalgia é um dos mais usados para garantir esse alcance. Reply 1988 é sobre isso. Um grupo de amigos adolescentes na Seul das Olimpíadas de 1988, que vive na mesma rua e partilha das mesmas experiências. Como os meus amigos de adolescência, éramos e somos um grupo sólido que leva a sério essa intimidade, inclusive familiar. Com 16 episódios de aproximadamente 60 minutos - os últimos são enormes, verdade seja dita - a série traz elementos daquela década que nos aproximam da trama: fitas cassete, televisão antiga, maquiagem e penteados e até Carrossel (sim, a professora Helena também aparecia por lá!).

Reply 1988 traz essa vida do dia a dia, como se fosse uma mistura bem feita dos não problemas sérios de Dawson's Creek, com a comédia leve e cotidiana de Chaves. Sung Deok Sun, a mocinha da foto, é a narradora da história em flashback que traz a volta para o contemporâneo logo no finalzinho, como se invertêssemos a ordem narrativa de How I met your mother. Paixões adolescentes, muita comida - em todas as séries coreanas há sempra muita comida com cara boa, é impressionante - escola, melhores amigos, desafios, dificuldades, alegrias e cumplicidade. O dorama vai bem e força um pouco a barra da nostalgia no final, mas até chegar lá e sentir o peso, você já se apaixonou por todos os personagens. De verdade: todos os personagens são muito bons. A netflix ainda comprou Reply 1994 e Reply 1997, com outras tramas (não é uma continuação), mas, não cheguei lá ainda.

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My Mister (2018)
Essa alegria toda da foto não indica a seriedade da trama. Esqueça comédia romântica, romance ou qualquer coisa, aqui a coisa é séria. A gente sabe que ser mulher não é fácil em lugar nenhum, mas na Coréia do Sul, há um agravamento substancial no destrato e descaso. My Mister é um dorama sobre Lee Ji An (a cantora, compositora e atriz, IU), uma jovem mulher com uma dívida familiar nas mãos de agiotas. Seus pais já não estão vivos e ela vive e trabalha em qualquer lugar e da forma que der para pagar e sustentar a avó idosa. Sofrendo pressão do agiota - que conhece desde criança, quando todos eram inocentes e os pais é que tinham problemas - aqui tem violência contra a mulher e uma série de situações de dar muita raiva.

Ao perceber uma possível corrupção que envolve muito dinheiro dentro da empresa em que trabalha como temporária - é pior do que ser estagiário, as pessoas te destratam porque você é quase um dalit - ela pega este envelope de dinheiro e tenta resolver a vida. A grande questão é o homem que recebeu o montante e não sabia o que fazer com ele, é Park Dong Hoon (Sun-kyun Lee, o pai rico do sensacional filme coreano Parasita), honesto até o último fio de cabelo. É nessa trama intricada que os dois vão estabelecer uma relação entre a confiança e o medo.

Brilhante, bem executada, é uma trama equilibrada que dá peso e relevância também aos personagens secundários, como os irmãos de Park Dong Hoon que aparecem na foto. Se não for muito adepto ao romance, invista nesse.

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Porque essa é a minha primeira vida (2017)
A volta para a leveza você encontra aqui. Porque essa é a minha primeira vida é uma história sobre gentileza, cuidado e atenção. Estas são palavras fundamentais em qualquer tipo de relacionamento e aqui, elas seguem juntas com algumas particularidades interessantes. Ji Ho é, novamente, uma das mulheres que se dá mal na vida. Isso será uma constante nas produções coreanas atuais, devido à forte resistência e consciência femininas que vêm surgindo. Sobre esse tópico ainda há muito o que falar e  o retomarei em outro texto, mas o fato é que, até agora, todas as produções que vi, tocam no tema do gênero criticamente.

Ji Ho está sem ter onde morar e procurando uma forma de encontrar trabalho e não voltar para a cidade natal. Solteira, a última coisa que ela procura é um namorado, e enquanto busca um quarto para dividir, encontra um anúncio do apartamento de Se Hee. Por terem nomes que servem aos dois gêneros, os dois se confundem e assinam o contrato antes de se verem. É impensável que um homem e uma mulher dividam moradia sem serem casados. Atentem. 

Se Hee é uma versão melhorada de Sheldon, de The Big Bang theory, muitos sites dirão isso, mas eu acho que é mais profundo. Ele é carismático, metódico e inteligente; ela é um ser humano. Piadas à parte, os dois passam a conviver e decidem se casar para manter as aparências e resolverem os problemas dos dois: Se Hee precisa economizar para quitar o imóvel, Ji Ho precisa morar enquanto trabalha - é uma ótima e sempre explorada roteirista, que quer escrever um livro.  A série é bem gostosa e, mesmo parecendo besta com aquele clima de atuações exageradas, tem uma complexidade interessante nas histórias dos personagens. A própria ideia de se aprimorar nesta vida não esquecendo que virão outras é de uma profundidade que trazem o que pensar e discutir. As questões culturais são muito presentes, a cultura, as comidas mais uma vez, as regiões, as diferenças entre Seul e o interior, da mesma forma que o tratamento, a justiça e igualdade social buscadas. Vale o ingresso.

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Uma mesa típica coreana
Para estas e mais dicas, continue pelo Café, há sempre muito para ver e fazer por aqui. Em breve, trarei mais conteúdos sobre gênero e cinema na Coréia do Sul, foi um tema que ficou presente em mim ao assistir estas e outras séries. Aguarde cenas dos próximos capítulos.

Quer me ajudar a manter esse Café sempre atualizado? Visite o Buy me a Coffee e com muito pouco, já vai fazer uma diferença danada =)
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A primavera começa oficialmente hoje, dia 22 de setembro. Para comemorar a estação mais bonita do ano, segue 12 dicas de filmes e séries, experiências de viagens, livros imperdíveis para ler em 2020 e coisas para fazer em casa, para fazer jus a este blog delicioso.


dicas-filmes-series-viagens

Esta é a minha estação favorita da vida. O que acontece na primavera é o desabrochar da vida como um todo, as flores e folhas ressurgem com a força da renovação, como se o ano começasse agora, com mais luz, dias um pouquinho mais longos, as brisas começando a amornar. Há um brilho diferente e um ar de coisa boa, de vontade de passear, de viver novas experiências e de reencontrar os amigos. A lista que vem aqui é em busca deste momento, entre os livros, filmes e séries imperdíveis para ler e assistir em 2020; lugares para conhecer e, estando em casa, algumas dicas para garantir uma temporada agradável.


Livros

O que você não pode deixar de ler em 2020

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Livros para ler nesta primavera

Orgulho e Preconceito, Jane Austen. 

Indiquei outro dia, o filme Orgulho e Preconceito (2005), de Joe Wright no instagram do Café. O filme é magnífico, um romance bem construído para o cinema, baseado no livro homônimo de Jane Austen, um dos melhores que já li. Em Jane, o romance é mais aprofundado e a sua escrita é um pouco mais mordaz do que aparenta no filme. É como se Lizzie falasse pela autora, que também não acreditava em um casamento sem amor - e isso no século dezenove da Inglaterra rural. O texto ultrapassa a 'literatura de gênero' e é uma das obras mais importantes daquele país, além de ser uma delícia de ler. Leia o livro antes de ver o filme, se possível.


O Conto de Aia, Margaret Atwood.

Só agora atentei que minha seleção contempla livros que se tornaram filmes ou séries, mas não foi intencional. Li O Conto de Aia antes de saber da produção da série do Hulu e de toda a sua construção narrativa, de forma que construí em mim as imagens destas aias em uma distopia cruel e realista demais para chamarmos de ficção. As aias deste conto (que é um romance) são as mulheres utulizadas como reprodutoras em uma sociedade que se converteu a um absolutismo religioso cercado de ignorância e medo - termos que costumam andar juntos. Entre a revolta dos que parecem mais esclarecidos e um jogo de poder político e social opressor, o livro é violento, mas fundamental. A série traz a 'materialização' da obra escrita, trazendo ao grande público uma história importante, ainda que fictícia. De narrativa fácil e empolgante, oscilamos entre a dor das cenas de sofrimento das mulheres em nossas mentes e de suas revoluções, que nos instigam a continuar. Leia o livro e veja a série. Cenas fortes.


Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum.

Vamos chegar um pouco mais perto da Amazônia em uma história nacional contada com maestria por um grande autor. É o livro mais curto dos três e traz um misticismo de uma região que nós, mesmo brasileiros, conhecemos pouco. Uma história de retorno à terra natal, reencontro familiar e histórias intricadas e obscuras, que nos deixam sem respirar até o fim. Escrevi sobre o livro e o filme de Guilherme Coelho, com Dira Paes e Daniel de Oliveira depois de ter conversado com o diretor. A crítica segue aqui e vale o investimento. 


Viagens

Três experiências imperdíveis em cidades maravilhosas para este ano

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Experiências para a Primavera de 2020 | Budapeste

Orla do rio Danúbio, Budapeste

Alguns anos atrás fui à Europa com uma grande amiga. Escolhemos uma parte do leste do continente e desembarcamos em Budapeste. Essa cidade tomou meu coração e todas as outras por que passamos - Praga, Leipzig, Dresden, Berlim, Bratislava, Viena - pareceram menos importantes, mesmo sendo incríveis. Budapeste tem um 'ar diferente', como se andássemos sobre as páginas de um romance histórico. Caminhamos pela orla do Rio Danúbio, esta que vocês veem na foto e até ali é tudo apaixonante. De um lado da cidade, Buda, histórica com monumentos que remontam à idade média e do outro, atravessando a ponte das correntes, Peste, onde se destaca o Parlamento e há uma aura mais moderna, do império austro-húngaro. Um passeio para inaugurar a nossa primavera é acompanhar o outono deles, o clima é agradável e ainda distante do inverno brutal. Andar pela orla de Peste, próximo ao Parlamento é ver parte da história do mundo, no que este povo tão resiliente passou (os judeus eram empurrados para o rio na ocupação da segunda guerra mundial) e como eles se reergueram depois de tantos conflitos. Um passeio ao ar livre em uma cidade linda e tão complexa, é tudo o que precisamos nessa primavera.


Parque Lage, Rio de Janeiro

Voltando ao Brasil, desembarquemos na cidade que morei por doze anos, o Rio de Janeiro. Além dos passeios obrigatórios de quem visita a cidade - Jardim Botânico, Corcovado e Cristo, Pão de Açúcar, Orla de Copacabana de dia e Lapa à noite - vale visitar o vizinho do Jardim Botânico, o Parque Lage. Antes um engenho de cana de açúcar, posterior casa de aristocratas, o Parque Lage é hoje um parque público, tombado como patrimônio histórico e cultural da cidade. Menor do que seu vizinho imponente, este espaço abriga ampla vegetação, aleias para passeios sob a sombra de árvores, uma respeitada Escola de Artes Visuais, uma cafeteria e é palco de eventos de toda ordem: festas fechadas e abertas ao público, eventos de cinema e feiras livres de artes, comidas e bebidas artesanais. Um dos melhores passeios que o Rio oferece, de graça e para todas as idades. Ar puro, natureza em plena primavera e arte acessível. Para que mais?


Praia de Jaguaribe, Salvador

Voltei à minha cidade maravilhosa em março e, com toda a mudança de vida e pandemia, estou prestes a retornar à minha praia do coração, Jaguaribe (as praias foram reabertas esta semana apenas, depois de mais de cinco meses de espera, cautela e coração apertado). Jaguaribe não é a praia mais famosa da cidade, nem é a que sai nos cartões postais ou é listada como passeio obrigatório. Entretanto é, para mim, a mais deliciosa. Sua faixa de areia é extensa, na maré baixa é tranquila e na alta, com atenção, é um dos melhores banhos de mar. Há algumas barracas de praia meio arranjadas 'do jeito que dá', mas que ainda assim, suprem com as bebidas básicas e água de coco. Perto delas, ainda se encontra baianas de acarajé, ambulantes que vendem o picolé capelinha - tradicional da cidade - queijo coalho e outras 'iguarias' de praia. Na extensão característica do litoral soteropolitano, há uma amplidão quase a perder de vista: de Jaguaribe é possível ver Itapuã de um lado e a Boca do Rio do outro. Praia tranquila para passar o dia, surfar, nadar ou apenas conversar com os amigos, aproveitando a brisa constante e interminável que vem do mar de águas não geladas. Esta semana ainda inauguro a primavera por lá.


Filmes e Séries

Filmes e séries imperdíveis para começar a primavera do jeito certo!

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filme Enola Holmes | Netflix

Enola Holmes, Harry Bradbeer (2020) - Telecine

Milly Bobby Brown retorna à Netflix depois de algumas temporadas como a Eleven, de Stranger Things, agora como a irmã de ninguém menos que Sherlock Holmes. Intrépida, ela segue em busca da mãe desaparecida (Helena Bonham Carter). Com trilha sonora de Hole (de Courtney Love, a viúva de Kurt Cobain, do Nirvana), o filme estreia dia 23 de setembro e promete ser uma aventura gostosa, com roteiro criativo e animado para ver em família, em casa. Um filme recente e fresco, como esse ar novo que chega em nossas casas. Na netflix.


Jules e Jim, François Truffaut (1962) - Telecine

Um dos grandes nomes da nouvelle vague, François Truffaut é desses diretores amados da minha vida e da de muita gente, na verdade. Em Jules e Jim, temos estes dois amigos apaixonados pela mesma mulher, Catherine. Os três formam uma amizade complexa e nós circulamos entre ela, por seus diálogos, conversas, encontros e desencontros. Amor e amizade se entrelaçam em uma história única e deliciosa que marcou uma época e todas as pessoas que assistem este filme. Imperdível, clássico e atemporal. No telecine. 


Goop Lab, Gwyneth Paltrow (2020) - Netflix

Primavera é tempo de renovação, repensar os hábitos e reforçar a saúde com a chegada do calor e dias mais amenos. Para entrar no clima, vale assistir ao Goop Lab, um seriado comandado por Gwyneth Paltrow, a atriz hollywoodiana dona da Goop, uma empresa / revista de estilo de vida e bem estar. Para dar qualidade de vida aos seus funcionários, ela os leva a embarcar em experiências alternativas de bem estar e manutenção da saúde. Cada episódio traz uma prática diferente como mergulhos em um lago super gelado, outros sobre o uso terapêutico de ayahuasca, outro sobre sexualidade feminina e por aí vai. Nada disso lhe dará a garantia absoluta de uma vida melhor, mas vale como reflexão, se pensarmos em adequar determinadas práticas em nosso dia a dia. Para ver tomando o café da manhã. Na netflix.


Em casa

Dos benefícios da internet, links que vão melhorar a sua vida

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Being Water | Yoga e autoconhecimento

Being Water | Resiliência, consciência, generosidade e yoga

Quem me conhece, sabe que não sou adepta do universo da auto-ajuda. Entendo a relevância de quem busca se aprimorar ou buscar, literalmente, ajuda, nesta bibliografia, mas meus caminhos para isso são outros. Por sorte, tenho grandes amigos e amigas que contribuem para este processo das mais diversas formas e uma delas é Fernanda, uma amiga de longa data e para sempre. Nanda é o equilíbrio entre o 8 e o 80: é executiva de alta eficiência e é praticante e instrutora de Yoga. Juntas, estamos desenvolvendo seu projeto de vida, o Being Water, um site sobre qualidade de vida, práticas na natureza e muito conteúdo relevante e interessante para quem tem um pé no concreto e outro na terra. O site dela está em inglês - ela mora fora do Brasil há muitos anos - então para quem não lê no idioma, é só apertar aquele 'traduzir essa página' que o google oferece. Os conteúdos são excepcionais. Acesse o site, estreia hoje!

Lá do Sítio | Refeições vegetarianas e consciência ambiental

Maria Gambardelli e Daniel Lira são amigos que o Rio de Janeiro me deu. Trabalhamos juntos no grupo Globo e sempre foi um sonho de Maria aproveitar o sítio da família para a causa em que acredita e vive. A sustentabilidade, a consciência ecológica e política se uniram na forma como ela já se alimentava e alimenta há anos - é vegana - e o sonho virou muito trabalho e realidade. Lá do Sítio é sua empresa que fornece refeições vegetarianas e veganas, muita coisa que vem, efetivamente, do sítio de sua família, um lugar impressionante não só pela beleza, mas pelo cuidado no trato das plantas e animais - os cachorros maravilhosos que completam essa família - e pelos conhecimentos de Maria e Daniel sobre seu trabalho e sobre o cultivo e colheita. No instagram do Lá do Sítio, se você mora no Rio de Janeiro ou em Miguel Pereira, é possível encomendar as refeições (este não é um post publicitário), que são deliciosas ou, apenas, aprender mais sobre uma forma de viver mais em comunhão com a natureza e aplicar um pouco no seu dia a dia. Maria e Daniel, suas refeições e seu sítio, são das coisas que mais sinto falta estando longe. Passa lá no Lá do Sítio.

Visualize Value | Grandes ideias bem desenhadas   

Não conheço o designer de Visualize Value, esse perfil do instagram que descobri outro dia. Com não sei quantos seguidores e seguindo apenas seu criador, Jack Butcher, este produtor de conteúdo tem muito a dizer e o faz de forma contundente. Entre a natureza consciente de Maria e as práticas e reflexões de Fernanda, vale acompanhar o VV para ganhar estas pílulas de provocações do pensar. É coisa muito bem feita, que desperta nossa curiosidade e nos tira da mesmice. Melhor forma de viver a nova estação não há. Em inglês, mas fácil de entender. Vale a visita.

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Gostaram da lista? Têm mais sugestões de ligares e links para usarmos de forma produtiva e estratégica a internet? Cheguem mais, comentem e compartilhem com os amigos estas dicas incríveis. E, para quem gosta de um Café e quer me ajudar a manter este funcionando, passa aqui!
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Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


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