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Café: extra-forte

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Um filme sobre a ousada proposta de levar a vida mais leve.

Normalmente os domingos costumam ser mais ou menos assim: acordo tarde porque saí na noite anterior; às vezes estou com uma ressaca mortal que me deixa letárgica, às vezes é só preguiça: costumo passar o dia de camisola, no sofá, vendo tv, lendo livro e cochilando. No sábado, fez um dia lindo. Estamos no Outono e a temperatura está uma delícia. Não vemos muito isso em Salvador, que costuma ser quente quase o ano inteiro. Aqui está tudo muito gostoso: venta de leve, céu azul, é um ar fresco e à noite tem feito um friozinho de dormir sem ventilador e ter sono profundo.

Acontece que ontem passei o dia inteiro quase de preguiça, entre conversar com Luciene e fazer nosso almoço, ir ao salão para deixar as unhas de mocinha e tomar susto com a Esquadrilha da Fumaça. Em seguida, cine e boteco. Dormi às 02:30h. Acordei às 10h, de sono pesado e mamis ao telefone. Fiquei lerda sem ressaca e coragem de sair. Me situei entre que dia lindo para fazer alguma coisa e jamais irei na praia, que deve estar lotada: o que eu precisava mesmo era de um impulso de um amigo, parente, conhecido, vizinho etc. Não rolou. Me obriguei a sair de casa às 16:15h para ir ao cine novamente. E é onde tudo começa.

O filme foi Simplesmente Feliz. Vendo o trailer você decide se conseguirá ver o filme com uma protagonista que é quase irritante O negócio é que a professora de primário de 30 anos que vive com a amiga em Londres é uma otimista do tipo quase-débil. Ela é feliz em todas as direções, à primeira vista: reconciliadora, graciosa, irritante e risonha. Mas o que me interessou no trailer é que eu tinha a certeza de que seria um filme leve, sem maiores pretensões e que tinha chances de sair uma comédia divertida mesmo, nos limites que o roteiro prevê. E assim foi.

Sozinha no cinema mais cult da cidade, com três salas pequenas, café, teatro, exposição e livraria, cheguei mais cedo e me deparei com milhares de velhinhas e velhinhos com menos preguiça do que eu. Fui à livraria e quase desandei no consumismo. Fiquei um tempo olhando os livros, esperando que algum me desse um tchauzinho ou piscasse o olho. Tentei, esperei, mas consegui sair da loja sem gastar. Estou em busca de livros específicos e preciso me concentrar neles e não no resto do universo. Entrei no cine e descobri que uma sala com pessoas mais velhas é sempre melhor, porque elas realmente ficam caladas e estão interessadas em ver o filme de verdade. Terminado o filme, tentei uma outra sessão, mas já tinha visto o seguinte e fui pra casa.

Vim com uma sensação estranha, o filme me causara uma pontuação no peito. Eu estava feliz? Eu estava tranqüila? E por que um filme aparentemente bobo me causaria tantas perguntas? Saí da praia de Ipanema e segui pra minha rua com cara de interrogação, exclamação e muitas reticências, como se andasse em outro planeta. Sabe como é? É como se você desconhecesse tudo a seu redor, as pessoas que te olham quando você passa, os elogios decorosos e indecorosos, o filhote de labrador que ficou brincando comigo até eu entender que o coroa dono dele poderia achar que meu interesse era nele e saí de perto.

Acho que esse filme traz um amálgama de reflexões que parte de situações do cotidiano que vivemos, sem interpretar a todo instante. É um novo ponto de vista vindo de um filme que não usa a fantasia – como Amélie Poulain – mas o dia-a-dia de qualquer pessoa. E a personagem irritante com roupas coloridas além da conta vai ganhando outras dimensões, como todo indivíduo. Sua complexidade é intensificada de acordo com suas reações a acontecimentos banais. Uma grosseria, uma briga, uma situação delicada no trabalho, com a irmã, e como a personagem reage a tudo, um ponto de vista novo que não infantiliza as situações vividas, mas nos traz novas perspectivas e oportunidades.

É ainda um filme que fala de amizade, de escolhas que fazemos na vida e de como elas nos transformam sem percebermos. É um filme que, ao contrário de particularizar situações, nos aproxima delas, como se todos pudéssemos passar por experiências similares. Sem maiores pretensões, é um filme que nos preenche a cada seqüência, a cada nova resposta para as perguntas ali expostas. É, por fim, um filme leve e tranqüilo, com uma velha lição de moral que é dada de uma forma diferente e inteligente. E ela ainda dança flamenco!

Título original: Happy-go-Lucky (2009)
Diretor: Mike Leigh
País: Inglaterra
118 min.
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Não sei se todo mundo viu, mas eu vi e, mais uma vez, acho que a repercussão que teve aqui foi muito pequena e superficial. Nesta semana, com a greve dos trens da empresa SuperVia do Rio de Janeiro, milhares de trabalhadores ficaram sem transporte principal e mais, quando a greve começou a ceder e alguns trens voltaram a funcionar, os clientes foram espancados e levaram chicotadas ao entrar nos vagões. Eu não sei o que acontece... eu sei que vi apenas uma pessoa do trabalho comentar o assunto e tudo se passou como se o caso não fosse grave. Por que os caras não foram presos?

Ás vezes fico me perguntando porque as pessoas tomam algumas atitudes de forma tão desesperada. Não sendo alienada ou estúpida, entendo a agonia do povo em tomar os trens - o Rio de Janeiro é uma cidade grande que se espalha muito além da Zona Sul e Centro e o trem é um meio de transporte fundamental de ligação destes com os bairros periféricos. Os moradores dos bairros distantes costumam ter poder aquisitivo bastante inferior aos que moram do lado de cá e faltar um dia de trabalho ou os 4 da greve pode lhes causar o emprego de que dependem. Mas, ao tempo que penso nisso, se eu visse os funcionários da SuperVia chicoteando pessoas que entravam nos trens, eu não entraria. E acho surpreendente como não aconteceu um quadro de violência ainda maior, sinceramente, não entendi como ninguém cercou esses animais da SuperVia e lhes deu uma surra.

Cesar Cabral criticou as concessionárias de transporte público cariocas, dando ênfase óbvia aos trens (para quem não está ligado, são aqueles trens que aparecem no filme Central do Brasil). Esses trens estão sucateados até o limite, os acidentes nas vias são praticamente semanais, sem falar que ocasionalmente ainda acontecem trocas de tiros de traficantes com traficantes e traficantes com policiais. A falta de respeito com os conterrâneos é absurda por aqui. Não que seja em gradação menor em outros cantos.

Essa situação da SuperVia só se tornou alarmante de fato porque o espancamento foi veiculado ao vivo, lembrando as situações de tortura que rolam mundo afora. Surpresa para poucos: se Sérgio Cabral não fez um pronunciamento efetivo de suspensão das atividades da empresa, se o diretor da empresa apenas pediu desculpas e admitiu a fragilidade de seus funcionários agora demitidos, se os direitos humanos não apareceram para reclamar, não sei porquê. O que eu sei é que ainda haviam policiais no local que se fizeram de besta e não impediram a ação dos psicopatas.

No fim da história, em busca do escrever por aqui, saiu essa agonia. O jornal da manhã mostrou as imagens da semana e, mais uma vez, saiu a sequência de imagens da GloboNews mostrando as agressões nos trens abarrotados de gente. Que a semana que vem mostre alguma coisa legal, para variar.
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P.s.: Estou a disposição para ganhar livros para ler. Aceito todos de coração aberto e mente ávida. Indicações são também bem-vindas.
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Ontem li um texto de Borges que contava a história de um labirinto. Segundo o autor, era um romance policial que o leitor só entenderia no último paragrafo. Não era simplesmente um labirinto, mas um emaranhado de livro e labirinto que tratava da infinitude, do tempo, dos universos paralelos, como questões de múltipla escolha, sendo todas possíveis.

Estou digerindo a idéia junto com outros pensamentos correlatos, mas hoje me peguei pensando no Ano. Há mais ou menos um ano participei de uma edição do É Tudo Verdade aqui no Rio. Hoje fui novamente e vi uma estréia do filme de Eduardo Coutinho – Moscou – do qual ainda falarei. Fiquei pensando em quem eu era e em quem eu me tornei nesse intervalo.

Tudo acontece muito rápido. Faz-se a escolha e depois é só seguir o caminho quase que automaticamente. Nem dói. Os dias vão se tornando cada vez mais curtos em nossa memória e daqui a pouco já é amanhã e tenho muito o que fazer hoje, incluindo uma boa noite de sono. Noite essa, que já passo uma parte longa acordada. O dia é curto para nossas tarefas.

Há um ano eu começava meu primeiro trabalho. Há um ano eu ainda me equilibrava para me sustentar e hoje já dou cambalhotas e faço piruetas. Hoje estou indo ao terceiro trabalho, com sorriso no rosto de satisfação e agradecimento a tudo e todos que contribuíram para essas reviravoltas.

Sentei na poltrona do cinema e ela me pareceu familiar. Ao contrário do ano passado já conheço, reconheço e sou reconhecida por algumas pessoas que passam por mim, sentam, compartilham as sessões e espaços. Estou deitada numa cama de um apartamento quarto-e-sala em Copacabana, pertinho da rua que Drummond viveu e escreveu sua vida. Há pouco mais de um ano, morava com meus pais em Salvador, numa casa deliciosa e confortável, calorosa e com She-Ra para me proteger e acarinhar.

Que doidice. Um ano é muito e pouco ao mesmo tempo. Pense aí em quem você era há um ano e em quem você é hoje. Pense nas escolhas, nas oportunidades e alternativas que você aceitou e abdicou e em como elas vão lhe definindo. Ainda há por aí, em Salvador, a garota que não veio pro Rio. O que ela estará fazendo agora? Será que ela ainda pensa em partir? Mas quando? E para onde? Uma coisa é certa: a menina que partiu está por aqui, continua fazendo escolhas, definindo a própria vida e, quem sabe, mais cedo ou mais tarde dará outro pulo do gato.

Como Borges conta, todas as alternativas são possíveis e para cada bifurcação há duas opções que futuramente se transformarão em mais opções e vamos escolhendo aos poucos uma a uma para viver. Se escolhemos não escolher, é também uma escolha. Eu escolho escolher e vou seguindo esse caminho, meio perdido aparentemente, mas cheio de confiança e desafios. Antes assim do que olhar pro teto e elucubrar incessantemente viagens em sonhos de contos de fadas e vidas perfeitas.


Ah! O livro: Ficções, de Jorge Luis Borges.
O Conto: O Jardim de Veredas que se Bifurcam.
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Enquanto o texto não vem, vi este de rascunho. Completei:

Aníversário deveria ser uma semana. Um dia é muito pouco. Aperte Play e deixe a vida te levar no seu único dia de festejos sendo todos devidos somente a você. Eu, particularmente já começo semanas antes, importunando os queridos com lembretes da comemoração da minha existência.

A idade em si pouco importa. O que vale é passar anos e anos aprendendo, construindo, rindo, chorando, brincando e levando tudo muito e quase nunca a sério. Na minha festinha muita gente faltou, quase uma cidade*. Mas carreguei todos no meu coração, exatamente como fiz no Carnaval. Tudo o que construí desde o ano passado e que vou elevando andares a cada dia devo a mim e a vocês que de alguma forma estão a meu redor.

Um brinde a nós todos com o Champagne já bebido do dia 4 de março e os muitos que virão adiante!
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Onde estão as grandes histórias? Como encontrar motivos para filmar e como definir se eles são de fato filmáveis? Ao buscar o desconhecido, os documentaristas estão se voltando ao redescobrimento do que lhes é familiar.

Homem Urso (2005)
Ainda que o espectador possa se enganar no início, O Homem Urso não fala simplesmente de um viajante excêntrico que resolve morar na natureza. A vida nas intempéries e com perigos que os instintos animais – e aqui conto com o humano dentro do conjunto – é apenas o pano de fundo para a exibição daquele que se colocou diante das câmeras, o real personagem que se exibe numa comunicação de programa de tv inexistente. E há uma questão que complexifica o que exibimos: temos as seqüências realizadas pelo personagem que se apresenta e conversa com a câmera e ainda a mão do diretor, Werner Herzog, que traduz em história horas de material bruto.

Em Svyato, vemos uma criança que descobre, como Narciso, seu reflexo. O pai o ‘protegeu’ do momento até seus dois anos e agora registra e exibe para nós, o encontro de Svyato consigo mesmo. Acompanhamos sua surpresa, seu susto, o medo, o confronto a tentativa de encontrar o outro – pois não conhece sua imagem. Vitor Kossakovsky buscou na sua maior intimidade um mote para filme, o jogo da representação mais puro e honesto – no caso das expressões da criança – para transformar o documentário numa experiência de quem se assume voyeur.

Nos filmes acima, percebemos o olhar do outro em duas escalas: enquanto Svyato se apresenta na tela sob o olhar de seu pai, O Homem Urso mescla imagens de um sujeito-personagem, registros de uma vida, montados por um diretor distante. Mas ainda há uma outra possibilidade: a da exibição do próprio autor. Em Passaporte Húngaro, a brasileira e diretora Sandra Kogut se põe diante das câmeras numa tentativa de tirar o passaporte húngaro através da herança genética familiar. Sandra não apenas se mostra, como conta a história de sua família através de seus parentes mais velhos.

A questão que se abre nos três filmes é a clara intimidade do autor com o que tenta exibir. À exceção do primeiro, em que este não é diretamente o produtor-ator das imagens, nos outros dois a intimidade é marcante. A idea de transformar em filmes, relatos da vida particular é o que nos interessa.

Em O Homem Urso, vemos a construção do personagem entre entrevistas de amigos e suas próprias imagens por ele produzidas, contando sua rotina, seus sentimentos, suas necessidades como se, de um diário íntimo, fizesse um programa de tv sobre a relação do homem com a natureza selvagem. Esta necessidade do relato, de deixar o registro diário marcado, da narração se voltar a um público, é fruto de uma geração que compartilha seus diários. São os blogs, por assim dizer, a marca desta geração que com a adição da popularização das câmeras digitais, transforma-se também num produtor de imagens para o mundo.

É a necessidade de expressão, a ideia de que há um conhecimento que precisa ser partilhado, este mote de que cada um torna-se produtor de conhecimento e informação sugere que todos temos algo a dizer aos demais. Mas, o que há de tão interessante e fundamental a ser dito? Por que essa necessidade de transmitir conhecimentos particulares ao mundo?

Enquanto Thimothy Treadwell enxerga o mundo e nos mostra através de suas lentes, Werner Herzog as reinterpreta e tenta descobrir aí não o que o personagem-produtor quer nos mostrar, mas uma tentativa de revelar quem é esse personagem, o que vemos dele no que ele conta. Para um documentarista contemporâneo, é um material riquíssimo, já coberto de polêmica e narrativa: um personagem que passou momentos da vida se filmando na natureza selvagem ao redor de ursos, morre como alimento para eles. Com final trágico e registrado, é quase um filme pronto e com público garantido. Não tirando o mérito de Herzog, é um filme sensível e que nos dá essa dimensão do outro que buscamos encontrar nas imagens montadas, muito mais do que nos depoimentos tradicionais de quem o conheceu.

Svyato (2005)
Em Svyato, a história toma outro rumo. É um diretor que exibe também a intimidade de alguém na tela, entretanto o confronto é um pouco mais complicado: tratamos de uma criança, do filho do autor, que lhe prega uma peça e nos mostra. Por muito tempo se pensou que os documentaristas precisariam buscar tesouros perdidos, encontrar antropólogos etnográficos e descobrir nações outras, pessoas diferentes, mundos ou grandes histórias. Kossakovsky se esconde através de espelhos, liga suas câmeras e espera o filho vir descobri-los, como em um trote. Em sua experiência, assistimos nos surpreendendo com as expressões e manifestações da criança que só agora entendeu o que é sua imagem refletida. São 45 minutos quase sem texto ou cortes, em planos fixos. Svyato, muito mais do que um documentário diferente, é uma experiência prática para educadores, psicólogos, curiosos. Com um tema simples, a pretensão do diretor está justamente em contar histórias banais.

Kossakovsky já havia nos presenteado com sua outra experiência Tishe!, registros a partir da janela de seu apartamento de uma esquina russa por um ano. O filme se vale da montagem para transformar semanas e meses em poucas horas e, ainda assim, entendermos o passar do ano por suas estações. Presenciamos também nos momentos de rotina, ciclos outros e, em um final singelo e surpreendente, conseguimos não ter a impressão de que o tempo passou por nós e nos perguntamos se o que vimos foi de fato um documentário.

Sandra Kogut aprofunda as questões antes abordadas. Ela não se deixa filmar, ela não é o personagem de alguém; ela filma e se filma. Ela é o personagem e diretor, inserindo ainda, sua família como coadjuvante. Com mais uma idéia de investigação, a diretora parte para a resolução de um problema, ampliando sua esfera de atuação. Convoca seus avós na pesquisa de herança genética e colhe daí muito mais, histórias de mundo e vida entrecruzadas por quem viveu momentos importantes.

Um Passaporte Húngaro (2001)
Sandra Kogut concretiza, por fim, o mote de falar de si para exibir o mundo: ao contar histórias de seus avós e familiares, percebemos as vivências no mundo, no contexto de eventos marcantes historicamente, tratando literalmente de temas polêmicos, importantes não só para esta família, mas para muitas outras. O interesse de quem assiste pode começar apenas na intenção curiosa, mas é surpreendido e ampliado pelos relatos ali exibidos.

Sandra amplia o blog da geração, trazendo importância, fontes que viveram os momentos que contam, comprovações. Ainda é o descobrimento de um novo mundo, ainda que dentro de sua própria casa. Se Sandra tira de sua casa o mundo para quem a assiste, Kossakovsky traz o mundo para sua casa, as descobertas íntimas de seu filho, a exibição da própria imagem. Por fim está Herzog, que do mundo retirou para seu filme um sujeito que tentava exibir a vida selvagem dos documentários de busca tradicionais. Herzog, entretanto, consegue nos mostrar intimidades da figura que apresenta o mundo, como num jogo do contrário, em que o que nos interessa é ver quem ou o quê está próximo e não o longínquo desconhecido.


Passaporte Húngaro, Sandra Kogut
Brasil, Bélgica e França, 2001 - 72 min.

O Homem Urso (Grizzly Man), Werner Herzog
EUA, 2005 - 103 min.

Svyato, Vitor Kossakovsky
Russia, 2005 - 45 min.
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Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


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