• Home
  • Sobre
  • Portifólio
  • Contato
linkedin instagram facebook pinterest

Café: extra-forte

Não é só vontade de sair... é vontade de sair, de gritar, de fugir de tudo, de sumir na vida, com uma praia azul e vazia na frente pra ficar lá dentro do mar, fingindo que sou peixe. É esta droga de sentimento de que tem alguma coisa errada ou que vai acontecer e que me aperta e de que estou fazendo as coisas erradas muitas vezes... e no fim, nem sei se são erradas ou se eu que estou achando tudo errado.

Não é só a mudança do trabalho, é o que insisto com meus próximos e preocupados, é algo mais... são as vontades de outras coisas, também não tão grandes e difícieis; até alcanáveis elas são. E, enquanto eu tenho a certeza de que o que planejo e almejo vai me amadurecer e me tornar outra, existe uma pontinha de dúvida, lá dentro, quase escondida, que insiste no "é disso que você realmente precisa agora?" Mas continuo fingindo que não ouço isso, porque sei que é estupidez e que eu realmente preciso disso por muitos motivos.

Tem umas coisas na Bíblia, que não sei direito porque não li a Bíblia, que são chamadas de Grandes Revelações. O que importa é só o título. Acho que na vida passamos por momentos de Grandes Revelações e que antes destes momentos chegarem, uma crise deve acontecer. Porque as Revelações não surgem como uma surpresa, não são um susto. As grandes descobertas são fruto de estudos e na vida acontece o mesmo. Daí acho que estou num momento pré-Grandes Revelações.

Hoje acordei cedo e fui ver tv. Descobri que não ia fazer a prova de espanhol porque havia perdido aulas e não sabia pra onde iam as coisas por lá e fui pro sofá. Estava passando nada na tv e assisti assim mesmo, mais pra que as imagens passassem por mim e me dessem tempo de pensar na vida e me distrair ao mesmo tempo: a tv tem a capacidade de fazer refletir sobre tudo o que não passa lá e, ao mesmo tempo, te fazer ignorar sobre esses assuntos quando seus pensamentos se encontram com a vida real e se tornam resoluções e responsabilidades, aí é o momento em que você se desconecta dos pensamentos e vai se distrair com as imagens. Entre uma coisa e outra fiquei me perguntando porque eu me divertia mais antes. Não é depresão nem nada disso, acho que é essa coisa de novas perspectivas e o que elas trazem mesmo e vejo isso porque me tornei mais crítica com tanta besteira que estou num momento de deixar de ser chata de uma vez por todas e permitir que todas as coisas horríveis, chatas, burras, estúpidas e grotescas existam sem a minha percepção tão clara disso. Como uma pessoa reticente costuma me dizer, seja mais leve... estou tentando...

Enfim, vai passar quando tudo se resolver, apesar da imagem do mar azul estar sempre me rodeando como uma vontade entranhada em mim. Vontade eu sei, que nunca vai se esgotar e vou estar sempre buscando... buscando...
Share
Tweet
Pin
Share
5 Comentários
Foi a frase que o ator Paulo José falou para o Matheus Nachtergaele outro dia aí. Tô lendo a Bravo! nova e ela diz isso em uma reportagem sobre o ator de Baixio das Bestas, filme que ainda não entrou em cartaz em Salvador, do Cláudio Assis.

Conheci esse menino Cláudio no último Festival de Gramado, junto com a companhia divertidíssima e especialíssima dos queridos Renato Gaiarsa, Rodrigo Luna, Edgar Navarro, Wladimir Carvalho e José Araripe. A viagem foi estranha, parecia que eu estava no universo paralelo do Brasil. Lugar frio demais, bonito demais, branco demais, parecia um cenário... e eu no meio daquilo tudo, até as pessoas eram estranhas, parece que faziam parte de um roteiro... Sabe o A noite americana, do François Truffaut, que a primeira seqüência é a filmagem de uma cena numa praça e quando ele grita corta! você toma um susto? Pois é... fiquei esperando alguém gritar o corta!, mas nunca aconteceu. Ao invés disso, tivemos almoços gratuitos e divertidos, dançamos com o pessoal do restaurante que parecia aquele do Solar do Unhão (chamamos ele de Solar do Unhão de Gramado), assistimos filmes bacanas, concorremos a premiações, conhecemos algumas pessoas legais, comemos muito, bebemos mais ainda.

Tudo é muito bom de lembrar nesta viagem: Marcela morrendo de frio e quase chorando no quarto do hotel, dizendo que não ia sair de lá e no fim das contas estávamos as duas passeando no meio das nuvens; a carona que pegamos de um homem que ficou com pena de nos ver no ponto de ônibus; a enorme quantidade de chocolate que comi e café que bebi de graça; as pessoas que conheci e as coisas que aprendi.

3 noites maravilhosas:
1. A que encontramos as meninas. Depois de passar muita raiva diante da frieza das pessoas do sul que nunca conversavam com a gente, topamos com duas meninas que estudavam em Caxias do Sul. A primeira coisa que nos perguntaram foi se éramos de lá e quando dissemos que não, elas deram graças a deus e saímos para beber. Foi ótimo! No fim das contas, elas não tinham onde dormir e foram dormir escondido lá no nosso quarto. Depois tomamos pagação do mercenário dono...

2. Não lembro como começou, só sei que estávamos com os troféus do Gramado Cine Vídeo, eu com os de Xanxa e Rosalvo, e Luna e Wrewre com os que lhe cabiam e saímos para ver a estréia do Wood & Stock. Quando passamos pelo tapete vermelho todo mundo achou que a gente era global ou sei lá o quê e o pessoal do Tocantins que conhecemos num passeio ficou nos gritando e tiramos fotos. Quase um Oscar, imagine! A diversão mesmo foi que eu tinha bebido e comecei a ver o filme...e dormi. Mas o filme é massa!!!

3. A última noite do Festival de Cinema. Arara, Cláudio, Edgar, Chela, euzinha, Luna e Wrewre bebendo um monte de vinho na varanda de um restaurante qualquer do lado do Palácio dos Festivais. Bebi e ri demais nesse dia. Me diverti muito e saí feliz e cantante para o hotel, já sem frio, claro: eu pra um lado, Chela pro outro, sempre me gritando para segui-la. Descobri que não fui a única a estranhar os costumes frios da região. O Cláudio não curtiu muito e o Araripe teve que sair para apresentar algum prêmio no Festival.

Enfim, o que eu sei é que ainda espero o filme do Cláudio aparecer por aqui, com muita ansiedade. Mas a frase. É muito boa. Melhor ainda é que o Matheus a considera irretocável. Essa matéria da Bravo! tem uns tópicos sobre o ator, como um retrato falado. Este fala sobre o fascínio da morte, a do suicídio. Não sou exatamente fascinada por isso, mas ele é, talvez por não ter conhecido a mãe que morreu assim... o mais legal é pensar que o Paulo José falou isso, provavelmente num de seus dias de bom humor. Ele é um ator que parece sempre estar de bom humor. Mesmo com seu problema de saúde, está sempre bem, querendo viver da melhor forma possível. Provavelmente ele falou essa frase numa conversa amena, com um tom de voz tranquilo de quem sabe o que é a vida porque já viveu muito mais que muita gente deste país e soube aproveitá-la.

Nesse fim de semana fui ver um filme francês no cinema com Renato. Passou o trailer do documentário sobre o Niemeyer e eu lhe disse: Renato, sou fã desse cara. Eu acho que o Niemeyer, o Chico Buarque e o Tom Jobm é que são brasileiros de verdade. Vou acrescentar à lista o Paulo José. Na verdade, eu só lembrei dos três naquele momento, mas dia desses faço a lista quase completa.
Share
Tweet
Pin
Share
1 Comentários
Hoje não sei sobre o que escrever. Vamos ver o que acontece, mas já ia começando assim: almocei no Tango. Claro que só comi besteiras deliciosas, como torta de café e torta de atum com um monte de coisas dentro. Mais um capuccino. E um enjôo gigante, vontade de vomitar e muito arrependimento. Estava tudo maravilhoso, só que comi demais. E essas coisas demais sempre dão problemas... enfim.

* * * * *

Depois de uma noite mal dormida, acordar cedo e uma rinite interminável durante todo o dia, consegui driblar a chuva e chegar em casa. Prontamente tomei banho e soltei os filhotes (parêntese: tenho filhotes de She-ra, são dois dálmatas, He-Man e Tila) e me joguei no sofá com o bom e velho cobertor. Eu sou aquele personagem do Snoopy, amigo do Charlie Brown que vive com um cobertor por todos os lugaes...Mino? Sei lá, nunca sei o nome dele. Fui mudando os canais da tv, tenho mania doente de zapear, normalmente fico no máximo meia hora vendo tv e pronto. Só que desta vez foi diferente. Quando mudei os canais todos, estava passando um filme estranho. Chamava-se: Monólogos da Vagina.

Achei o título tão inusitado que resolvi experimentar. Era uma mulher americana que havia feito diversas entrevistas com mulheres pelo mundo, especialmente pelos EUA, e havia descoberto muitas coisas interessantes sobre o universo sexual da mulher. Algo como um Relatório Hite mais popular ou o outro filme que trata da vida sexual das pessoas, muito bom, por sinal, Kinsey, é seu título. Em Monólogos, a entrevistadora estava num palco, realmente executando um monólogo sobre a vagina. Um não, vários! Ela se valia das experiências coletadas nas entrevistas - algumas delas inclusive são apresentadas a nós - e criava em cima um texto bacana, com diversas impressões e expressões sexuais.

O filme me provocou diversas sensações. Não sou uma militante das descobertas sexuais da humanidade e nem me interessam muito os programas a la Sue alguma coisa que falam de sexo na tv. Não sou puritana, só acho que é uma coisa muito divertida e natural e que todos devem fazer sempre que sentirem vontade com as pessoas que sentirem vontade e se elas assim concordarem. A grande questão é que não é comum vermos a vagina como o foco das atenções. Na grande maioria das vezes, ou trata-se de sexo por ele mesmo, enquanto 'pacote completo' ou do pênis, que não discutiremos aqui. Entre os monólogos, a apresentadora/atriz/entrevistadora trazia um panorama sobre o próximo texto, com alguns trechos das entrevistas e informes, acontecimentos que causaram o novo subtema.

E aí vemos desde coisas realmente excitantes, de gemidos e prazeres e motivos e observações - um texto fala de uma história de uma mulher que passou a amar sua vagina depois que um cara com que se relacionou passou a observá-la realmente 'em todas as suas formas e peculiaridades', por assim dizer. E percebemos que algumas mulheres entrevistadas nunca se viram e não sabem como realmente são, como seu corpo se define, e em cada palavra, gesto, olhar, percebemos o interior de mulheres maravilhosas que se esconderam muitas vezes com medo da imagem que fariam de si mesmas. Já outras, por vezes se intimidavam com a câmera, mas ainda assim, percebíamos uma liberdade maior e risos, muitos risos de se encontrarem à vontade de conversar sobre um assunto que poucas pessoas falam com elegância e não com vulgaridade.

Só me incomodei um pouco com o fim, depois de alguma excitação e muitos risos - a personagem é engraçada e surreal - porque o último tema era sobre um parto que ela presenciou e ela poetizou o momento, que a maioria das mulheres acha lindo e deve ser mesmo. Quando eu for adulta espero pensar o mesmo, mas por enquanto a idéia me assusta um pouco... O texto escancarava o parto em detalhes e, como já vi em outros filmes, nunca me foi uma expriência agradável. Tenho minhas agonias com isso, ainda que queira ter três filhos. Penso no barrigão e na criancinha, mas nunca no entreato...

Por fim, aconselho a nós todos esse filme que causa estranhamento, incômodo, excitação e admiração. São muitas informações, um horizonte amplo e que queremos que seja ainda maior, vemos mulheres corajosas e tranquilas com seu conhecimento e não-conhecimento de si mesmas, vemos situações impactantes e uma forma de descobrimento incrível, tanto para os rapazes quanto para as moças. E, não me canso de dizer, sou fã da mulher corajosa que se mostrou e mostrou seu trabalho a tanta gente, de forma tão natural. Precisamos de mais mulheres assim, que consigam chegar lá na frente e dizer apenas: somos mulheres.
Share
Tweet
Pin
Share
No Comentários
Antonio Máquez

Esta segunda-feira aconteceu em Salvador um espetáculo de ballet flamenco da Companhia Antônio Márquez, de Madri. O TCA estava cheio das pessoas que nunca vemos pela cidade, à exceção de minhas coleguinhas do flamenco que tentamos aprender nas noites de segundas e quartas. O espetáculo não foi barato como os xous da Concha Acústica, mas valeu cada centavo e talvez eu ainda fosse capaz de pagar mais.

Acho que minhas necessidades de ver coisas diferentes aliadas ao cansaço extremo dos pequenos conflitos do dia-a-dia me impulsionaram como num desafio para cruzar a cidade. O espetáculo foi magnífico, me estimulou 1000% para continuar na danza e me divertir, porque não há esporte melhor do que o conhecimento.

Sempre conheci muito pouco sobre o Flamenco. Sabia que era uma dança espanhola e tive pouquíssimas experiências visuais, já tinha visto em filmes e só. Entrei ano passado e me apaixonei, mas, ainda assim, não tinha noção da beleza e energia dos movimentos execuados com perfeição. Antonio Márquez transformou a noção de limite entre a sensualidade e o equilíbrio que a rudeza dos passos no tablado e do quase flutuar do ballet clássico poderiam permitir. Se eu conseguisse realmente identificar todo o acontecido no palco em palavras, não valeria tanto a pena.

Estou redescobrindo meus prazeres mais uma vez. Eu sei que isso tudo pode parecer muito intecional, levando em conta que meus convidados de mesa já se empolgaram com o último escrito, mas estou disposta a esse novo desafio.

Um bom reencontro como tive esses dias com amigos de longa data, regado a velhas histórias e novos acontecimentos, amigos de sempre e que nunca causam estranhamento quando nos cumprimentamos.

O café com chantily do Tango, que já mencionei e a notícia de que abriram outra cafeteria na cidade. Hoje estive na aula de espanhol e me tremia tanto de frio... só porque não havia tomado café. Nada como a hora do intervalo pra alimentar nossos vícios mais divertidos e simples.

Uma conversa de telefone e boas idéias no trabalho que te surpreendem e alegram. Uma ponta de orgulho dos colegas e a satisfação de ainda se divertir com todos eles.

Sei lá. São pequenos prazeres que vão alimentando nossa vida e dirimindo nossas queixas, amenizando nossas ansiedades e permitindo que consigamos viver os diversos sabores do cotidiano. É necessário uma pitada de qualquer coisa nova durante a rotina para nos sentirmos diferentes. Só assim percebemos que passamos com o tempo e não apenas que ele passou por nós, como uma duração de qualquer coisa.
Share
Tweet
Pin
Share
1 Comentários
Mais uma vez, solteira em definitivo. Isso aqui não é classificados. Todas as pessoas que ousam ler isso aqui sabem, pelo menos, de metade de minha vida. Posso falar do livro do Saramago?

Então: acabei de ler "As Intermitências da Morte". Divertido, mas me irritei com o fim. É uma estória divertida sobre a personagem morte. Ela é hilária, inteligente e sagaz, mas se atrapalha um pouco. Queria discutir com alguém sobre o final do livro, mas ninguém que eu conheço leu. E agora?

Vou pro Tango escrever minhas opiniões um dia. O Café, claro. Um caderno... porque esse é o tipo do programa que nem todo mundo tem saco de aceitar. Mas eu sou a favor, então vou. Chega um momento em que ser solteira se torna quase uma profissão: você define onde ir, quando ir, que roupa usar e o mais importante: que acessórios ter à mão.

Porque, quando todos os seus amigos estão ocupados e/ou namorando, e você percebe que não há mais ninguém da sua faixa etária que você curta compartilhar momentos disponível, você pega o irmão do códex e vai pra um canto legal, da cidade ou do teu quarto. É sempre bom. Daí, no caso de você ter escolhido a cidade, tem um monte de opções e em todas pode ver as pessoas e o comportamento delas e escrever contos divertidos em seu caderno ou agenda, também à mão ou ler o livro que carregas. Que seja num lugar agradável, sem muito barulho e calor. De preferência, longe da rua e do trânsito. Opa, tem que ser uma cafeteria. Acabaram as opções, eu tentei ir além dos cafés e tortas e salgadinhos legais. Ia esquecendo: no caso do teu quarto, pode ficar de camisola, pijamas, calcinha e camisão ou simplesmente pelada na cama lendo e escrevendo abobrinhas como essa que ninguém vai se importar e você vai se divertir à beça (mas tem é tempo que não leio/ouço/vejo essa expressão). Cuidado com uma coisa: caso isso seja freqüente e você se divirta muito, sua mãe pode vir a te acusar de depressiva e lhe encher a paciência para que encontres um analista o quanto antes. Ou seja, disfarce!
:)
Share
Tweet
Pin
Share
3 Comentários
Calma, não é o que você está pensando. Nada vai acontecer de eroticamente extraordinário por aqui. Mas... até que é uma idéia, um conto erótico... não sei se tenho competência para escrever essas coisas. Tentarei.

Recebi uma proposta indecorosa. Uma proposta de casamento. Aceitei, claro. Foi a primeira, vai que não rola a segunda chance, oportunidades devem ser aproveitadas. Não tenho namorado. Como assim, você pensou. Assim. Tudo acontece ao contrário na minha vida. Padrão, pra quê.

Foi divertida e hoje sou noiva de araque. A proposta foi ridiculamente orkutiniana e quem a fez é uma pessoa muito divertida, me alegrou, claro. Vai que cola mesmo... Não posso casar por agora, mas daqui a pouco... quem sabe.
Share
Tweet
Pin
Share
1 Comentários
Posts mais recentes
Posts mais antigos

Sobre mim

a


Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


Social Media

  • pinterest
  • instagram
  • facebook
  • linkedin

Mais recentes

PARA INSPIRAR

"Amadores se sentam e esperam por uma inspiração. O resto de nós apenas se levanta e vai trabalhar."

Stephen King

Tópicos

Cinema Contos e Crônicas streaming Documentário Livros Viagem comportamento lifestyle

Mais lidos

  • Primavera 2020 | 12 dicas de cinema, viagens, livros e muito mais!
    Primavera 2020 | 12 dicas de cinema, viagens, livros e muito mais!
  • Spotlight
    Spotlight
  • Livro da Semana - Física em seis lições
    Livro da Semana - Física em seis lições
  • Amy
    Amy

Free Blogger Templates Created with by ThemeXpose