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Café: extra-forte

Uma noite dessas estive numa festa de aniversário de uma pessoa que não conhecia. Fui acompanhando uma amiga em comum e aproveitei pra conhecer o bar na Lapa.

Saímos de lá, agora quatro meninas num carro dirigido por Camis, a amiga. Nossa motorista havia bebido umas cervejinhas antes, umas oito da noite e tinha parado por aí. Agora já eram 00:30. Na Praia de Botafogo a caminho de casa, uma blitz da Lei Seca.

A blitz ainda não se entendeu em estrutura. Eles sempre causam engarrafamentos surreais onde param. Paciência. Das risadas que foram minguando, o policial nos fez parar. Instantaneamente, nosso clima de curtição se transformou em tensão. Nenhuma de nós era da área de saúde para saber a duração do álcool no sangue e todas haviam bebido.

Camis foi chamada ao bafômetro. Tensa, tadinha, com razão já que era a dona do veículo, já imaginava o pior. Ao nosso redor, dezenas de carros, muitos meninos na casa dos vinte e início de trinta e um casal que chamou atenção: eram de meia idade, a senhora usava um vestido pavão em cores, maquiagem e uma cabeleira loira presa no alto da cabeça. O senhor, em eterna pose, caminhava e falava ao telefone. Na certa, os policiais pensaram: whisky. Até acho que eles foram pegos, porque não estavam com uma cara de muitos amigos. Outra figura era uma garota de top e short estilo esportista que conversava animadamente com um dos policiais. Momentos depois, uma das meninas de nosso carro lhe perguntou se tinha bebido e ela respondeu: muito.

Camis foi ao seu martírio junto comigo. Eu explicava segundo a lógica do momento: relaxe, você bebeu bem mais cedo, já tomou refrigerante e comeu coisinhas. Tudo acabará bem. E fingindo calma, fomos. Ela soprou três vezes o negócio na esperança do O.O aparecer no visor. Na maior educação e presteza, nosso algoz nos disse enfim: muito bem, senhoritas, podem ir pra casa. Na mesma calma, dissemos com o olhar: Viu? E por fim, ele: parabéns. Ela: Obrigada. Ainda que esse pudesse ser o início de uma história de amor com tantas gentilezas, acabou aí mesmo e fomos buscar nossa liberdade no carro.

A euforia continuou como havia iniciado antes da blitz, agora com a ênfase da vitória final. Ao deixar as duas meninas na primeira parada, uma delas diz: mas tem é gente bonita nessa Lei Seca, hein? À parte a surrealidade da comadre, a tensão não vale a pena. Ainda mais quando são policiais. Ainda mais no Rio. Ainda mais quando eu lembro que dois dias antes, saindo do banho de mar matinal do verão desavisado e toda enrolada na canga pra atravessar a rua, dois policiais desses que acham bonito mostrar a ponta do fuzil no carro, falam coisas quando passam por você.
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foi-apenas-um-sonho

A diferença entre o jovem e o adulto é que enquanto o primeiro vai levando a vida com a sacola carregada de sonhos acreditando que pode realizar a maioria deles, o adulto resume tudo numa bolsa, já os têm sob medida e restritos à realidade que conseguiu para si. É tudo uma questão de expectativas x frustrações e sucessos. À medida que vamos crescendo e adquirindo responsabilidades e anseios cada vez maiores, vamos entendendo a dificuldade de atingir nossos sonhos e mesuramos o que queremos e o que podemos ter. Isso é crescer. Por mais frustrante que pareça, é inevitável e pode quem sabe, promover os sucessos que tanto planejamos. 

Revolutionary Road é uma ficção. Dirigido por Sam Mendes, trata da vida do casal representado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. O casal jovem, vivendo nos subúrbios americanos da classe média, se depara com sua vida e com a que pensaram em levar um dia. E surgem os conflitos naturais. 

O que interessa nesse filme, além das interpretações de todos os atores e da fotografia palatável, é o enfrentamento que o tema do filme propõe. Quem nunca se questionou como a vida seria, como será? Quem nunca almejou grandes objetivos e viu que na hora H tudo toma outras dimensões? Nada contra os sonhos, que carrego vários comigo, mas há sempre frustração quando se sonha demais.

leonardo-di-caprio-kate-winslet
Encontramos aqui um círculo social muito bem construído que universaliza a trama: os vizinhos, os colegas de trabalho, os filhos. O mundo que cerca os protagonistas é tão importante e diz tanto quanto suas interpretações; é o contexto que incomoda, que exemplifica ao espectador a recusa à satisfação. E somos carregados em discussões ácidas construídas com uma intimidade natural do casal de atores, os encontros dos secundários com eles e vamos percebendo situações que vivemos no dia a dia. É um texto que prescinde de temporalidade, de época. 

Ainda assim, Revolutionary Road é ambientado no início do século 20 sem crise americana. Uma geração de mulheres submissas, no velho conhecido espaço machista recebe este casal sedutor e inteligente que se apregoa diferente dos demais, ainda que viva a mesma realidade coletiva, da mesma forma. A insatisfação culmina num desmembramento da relação perfeita e encontramos no casal a verdade que não queremos ouvir: o contentamento e a decepção. 

É também um filme que fala sobre a coragem e o desespero e vemos uma linha tênue muito bem traçada entre os extremos. Filme que nos apaixonamos de cara, com um início profundamente sedutor que nos leva pelas entrelinhas do roteiro e quase não acreditamos no rumo dos acontecimentos. Vale cada prêmio. 

Ficha Técnica
Título ridículo em português: Foi Apenas um Sonho
2008, 119 min.
Diretor: Sam Mendes
Atores:
Kate Winslet
Leonardo DiCaprio
Kathy Bates
Michael Shannon
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Lá estava ela, no lugar certo, no momento certo quando mais duvidava de tudo. Enquanto procurava respostas, distraindo-se pelo caminho, estava numa noite em casa, numa dessas noites que não querem dizer nada, que são só estrelas escondidas em pingos de água.

Era uma calmaria de cochilar no sofá. Na tv uma comédia romântica das de sempre, no estômago um rebuliço sem fim e nada de pensar, mas frases rondavam em sua mente... beije sempre... viva cada dia como se fosse o último. Já pensou nisso? Viva cada dia como se fosse o último... muito difícil! Porque ela pensava que não poderia ainda viver cada dia como se fosse o último porque estava ainda se preparando para viver assim. Mas, ao tempo que vivia se preparando, nunca estava pronta para simplesmente viver sem os preparos do improviso. E que momento melhor para viver na abundância da vida que não a juventude? Mas e os recursos, as responsabilidades do dia a dia que são uma parte da vida mas nunca aquela vida que queríamos?

Neste vaivém, estrondos na janela, luzes no céu. Apreensiva da grande cidade, pensou o pior: não eram trovões apesar da chuva e do frio; seriam tiros? Mas, com luzes? Intrigada, foi à janela e quando abriu foi inundada de fogos coloridos que riscavam o céu. Era um barquinho no mar, numa noite chuvosa e vazia de pessoas, mas então cheia, imensa e inteira entre água, luz e fumaça. As cores apareciam num ritmo e transição como um reveillon particular. Imagine só! E o barquinho no raso mesmo, bem próximo do poeta, bem acessível a ela, janela única num mar de prédios. Como um contrato, uma poesia, um romance; ode a uma pessoa que sozinha, lembra de vários.

Os fogos espalharam uma alegria de confusão; sensações e não entendimento. A menina ficou deslumbrada com as luzes que sutilmente lhe traziam as noites de São João em família e, ao mesmo tempo, como num filme em que a mocinha entende sua missão, ela compreendeu aquele pedacinho de tempo e riu tranquila, feliz: não podia resolver nunca suas agonias ao mesmo tempo, mas teria tempo suficiente para se distrair e viver enquanto isso.
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É muito chato dizer 'as pessoas que passam por nossa vida' etc etc... as pessoas não estão para nos servir, para nos prestar favores ou viver apenas enquanto estão por perto. Já tem um tempo que eu fico pensando em escrever alguma coisa sobre Xande, mas não é que seja difícil, só não sei o que escrever sem diminuir tudo o que esse garoto foi pra mim.

Não queria nada melodramático, porque ele era uma das pessoas mais alegres e animadas que conheci... e que ria das minhas besteiras. Também não queria ficar tecendo trezentos elogios, mas é bom enfatizar como ele sempre foi generoso e como nos dávamos tão bem. Rolava uma certa ingenuidade, uma natureza franca e tranquila, um querer bem inato. Claro que quando alguém nos deixa só pensamos nas qualidades e minimizamos os defeitos, mas o fato talvez seja que, mais importantes do que celebrar o que ele tinha de bom era ver que seus 'defeitos' eram como os confetes em cima de um bolo... ficam doces demais, mas nem tudo é perfeito e a gente come assim mesmo.

Eu já perdi pessoas antes, tios, avós... que me deixaram uma saudade incrível e que sofri como nunca e com Xande não foi diferente, mas além de ser muito repentino, ele era como eu, jovem, saudável, com aquele clichê do futuro promissor. Não foi doença, não foi idade, não foi nada além de um acidente estúpido, fruto provável de uma irresponsabilidade de um inconseqüente.

O fato é que hoje morando sozinha penso muito nesse rapaz, nesse meu melhor amigo que topava ir a praia e escapulir do trabalho quando dava tudo errado; com quem trocava problemas e discutia soluções surreais para as coisas. Xande era meu confidente e vice-versa... conversávamos com leveza nossas crises e ríamos do nosso modo ridículamente romântico de pensar certas coisas. Sei que se ele ainda estivesse vivo, já teria vindo aqui curtir esse Rio de Janeiro comigo.

Volta e meia penso em Télis (Teles) que me veio de presente ao namorar uma amiga. Aí não tinha tempo ruim e eu sempre pude contar com ele, mesmo sem nem precisar. Xande é esse menino que me deixa saudades eternas e aquele desejo de tê-lo participando de um monte de coisas. E Xande não passou pela minha vida... fui eu que tive o prazer de viver um pouco com ele e até hoje tô puta dele ter ido embora sem se despedir. Eu não sei... mas um texto nunca fará jus a nada nem a ninguém né... mas como esse espaço é meu e quem manda nele sou eu... segue meu carinho por Xande pra sempre carregado por aí. Sorte vou ter se encontrar outro parecido com ele.
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Por que não vemos documentários na televisão aberta? Ok, há aqueles dos animais que passam em alguns canais, nesses ainda há algum espaço, mas o público é sensivelmente menor. Por que os documentários não passam nas grandes emissoras? Não há interesse do público? Quem define o interesse do público? Ele mesmo, eu, você, a grande sociedade, o velho conjunto de fatores sócio-político-econômico-culturais? Por que o público mais diverso pára para ver a novela das oito? Por que esse público é o mesmo que está retornando a passos lentos ao cinema brasileiro (cinema mesmo, não produções de tv exibidas na telona)?

A primeira observação que me foi feita em relação ao texto anterior se transformou numa conversa que trouxe a questão: acho que você está com problemas em definir seu público. Há o público da tv aberta, o do cinema e há o público da tv fechada. Não entrando no mérito das interseções entre os grupos, há decerto uma definição de classe (em todos os seus aspectos) que define também o que se assiste. Mas, será que para nosso público de tv aberta os documentários que vêm sendo feitos não são interessantes?

Ao citar no texto anterior as relações entre os reality shows, a internet e os documentários, acreditei ou não firmei o pensamento na questão espectador, o assumi como uno, um erro. Há um espectador que aceita e participa das três categorias, mas a grande maioria talvez viva do espetáculo e realmente não encare as coisas da forma como tentei refletir. Se para o espectador só interessa o espetáculo, que acaba por ficcionalizar qualquer tentativa de criar ali uma 'realidade', por que levamos em conta a história 'real' dos personagens? Por que damos valor a quem tem uma história sofrida em detrimento de alguém mais favorecido? É evidente que num reality show como os atuais, se criam personagens a favor de quem os vende através muito mais dos recursos fora do cenário, na montagem, num roteiro do que vai ser exibido a posteriori. O que se vê é um tratamento do real e o público participa da história como o telespectador capaz de mudar a vida daqueles personagens. Mas, mais uma vez, há um direcionamento para o público que nos garante a não integridade de qualquer eleição feita por ele sobre o destino dos ocasionalmente confinados num espaço comum.

Nos documentários há um direcionamento, como num filme de ficção, como qualquer produto audiovisual. Há um roteiro, há montagem. Há, inclusive um espetáculo acontecendo, com clímax, anticlímax. Mas há um quê que o diferencia das outras produções: a forma como é contada a história, por vezes os personagens exibidos. Criou-se um mito de linguagem documental dessas de filmes de animais que se estendeu por sobre a história em qualquer coisa que se cunhe documentário e seja exibido na tv aberta. É esta a formação a que o precário público desses programas tem acesso, salvo episódicos filmes novos. Com isso, cria-se uma distância grande e elitiza o público do gênero, o tornando menor, restrito, diferenciado, fora dos objetivos de uma produção que quer abranger. Mas até essa forma específica de se fazer e ver documentários há tempos foi diversificada em outros formatos de tal forma que é apenas mais um tipo numa escala de subgêneros. E os espetáculos documentais preparados sob o conceito do real na tela de qualquer dimensão valem tanta diversão quanto uma ficção produzida com ar real, sem maiores obrigações (e sem entrar os estudos que evidenciam que até o real documental não existe, como bem sabemos). O que aparenta ser uma hipótese não muito distante é que assistir a um documentário pode ter se transformado numa tarefa escolar, como a criança que tem que ver para responder a uma prova na escola, ou um adolescente que tem um trabalho a fazer, até um universitário, pós-graduado, o que for, mas sempre como uma atividade compulsória, quase punitiva.

De qualquer forma, já que estamos propondo mais questões do que efetivas soluções, as perguntas que intrigam no momento são:

Há interesse em ver esse tipo de produção?
De onde vem o interesse? Como ele se constrói?
Por que ainda se vira a cara quando se ouve 'documentário'?
Por que se cria uma obrigação em assistí-los?
Por que esses filmes não passam na tv aberta?

São temas diversos, realizados de diversas maneiras, sob diferentes óticas, de muitos países. Sobre seu vizinho, ser vizinho, o mundo, a diversidade, uma história de vida, um fato, uma foto, um país, uma família, sua família, uma música... não são apenas didáticos ou zoológicos, botânicos, reportagens confundidas. Talvez seja o mote da fofoca, que se perde no meio do caminho. Não se pensa tanto em quem se deu bem ou mal, quem se relacionou com quem, apesar de ser possível encontrar isso tudo num filme também.

Aguardem cenas dos próximos capítulos. E comentem, se assim acharem interessante.
Um dia talvez o pensamento se conclua. Se puder ajudar, participe. Nem que seja pra confundir.
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O que nos faz querer investigar a vida alheia como mais interessante que a nossa? A função do documentarista enquanto pesquisador vem sendo essa desde muito tempo. Esse desbravador, esse antropólogo, etnógrafo que registra em sua câmera costumes, cultura, como um armazenamento de estilo de vida, de estudo biológico e social de uma época a ser relembrada em retrospectivas e homenagens futuras. Mas o que se espera quando essa investigação é interna, é autóctone, autofágica? Este falar de si para si, essa exploração do sujeito documentarista ao objeto documentarista também atrai a atenção do espectador. Mas, de onde surgiu essa redescoberta do eu nos filmes?

Essa nova categoria de cinema de autor no documentário não pode se considerar uma vanguarda. O que há é uma conseqüência histórica da aproximação da câmera ao sujeito que a utiliza, do que é possível descobrir primeiro ao seu redor, dentro de sua cultura então ali vivida e depois do que está dentro de sua casa, numa busca de se redescobrir, se reinventar, desnudar a alma dos familiares, a própria.

Esta nova fase do documentário se reflete não apenas no cinema, como no jornalismo, nos programas de tv, nos reality shows, na internet. O que se busca ao ligar a tv em casa é investigar a vida de alguém, como ratos de laboratórios, esperando desvendar seus momentos mais íntimos, suas verdades, o que se tenta esconder, como se vive. É a fechadura da casa ao lado, que na verdade é muito similar à sua, mas enquanto você não descobre isso, tudo soa mais interessante. Essa também é a descoberta de uma nova forma de pensar a sociedade, independente do título que se dê a ela. É a pós-modernista do homem perdido, é a revolução dos costumes com novos modelos, padrões, rompimento de valores antes estagnados de tão estabelecidos. Se o homem está perdido em si, não vai buscar se reencontrar no que lhe é distante, mas buscará o que lhe é parecido, próximo, para que não se perceba só e uno, mas em um grupo que lhe abrace.

Se os reality shows são a janela para a descoberta do outro – que se camufla e esconde no próprio excesso exibicionista – é também reflexo da própria vida de quem os assiste: o que se busca nesses programas é a identificação com os personagens reais daquela história real. É a vida real na tv, no cinema. Não só ali e talvez hoje até mais importante, a liberdade de expressão na internet, a democratização de quem a ela tem acesso é o veículo onde mais se expressa o que quer e, em grande parte das vezes, o que se exibe é a intimidade.

Essa expressão da vida de improviso, de capturar o momento real veio de muito cedo, dos Lumiére, Vertov, do início do que entendemos como cinema. A própria ficção tende, inúmeras vezes, a criar identificações nos personagens com base no que se vive, trazendo ao espectador algo que lhe pareça próximo, ainda que ficcionalizado. Aí estão os filmes de ficção, os seriados, as novelas (mais do que nunca). Mas, independente do que se procure definir como real, verdade ou qualquer palavra cujo peso e responsabilidades parecem maiores ao documentarista ou repórter, muitas vezes, vive-se muito mais a ficção na grande tela do que o espaço real que antes afastava o espectador da cadeira do cinema. Entretanto, ainda assim, existe esta barreira do gênero e algumas vezes, o alívio de que o que se vê numa ficção não é real.

É esse novo momento que o documentário parece viver. Não ir tanto atrás de animais selvagens em florestas longínquas, tribos nos confins vivendo seu dia-a-dia sem perturbação dessa cultura colonizadora, mas um retrato da própria cultura do cinema, de quem queria se esconder nas câmeras para trazer o outro e que agora ao contrário – através de si, exposto, abraça o público que se descobre.

Pode parecer que ao público não faça diferença; continua sendo voyeur de uma vida que não é a sua. Mas quão maior é seu interesse ao perceber como vivem e pensam outras pessoas de seu tempo, as pessoas comuns, como é imensa ou até distante a identificação com quem lhe é próximo, é um estudo social do eu por eu mesmo, repleto de falhas, as assumindo e o mais importante: permitindo a conclusão inacabada à quem o assiste. É em busca disso que esse espectador vai conhecer esta safra de filmes e assim o cinema documental retorna com peso de desafio e novidade. Mas nada mais é senão espiar a janela do vizinho e ali encontrá-lo junto a um espelho.
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Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


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