• Home
  • Sobre
  • Portifólio
  • Contato
linkedin instagram facebook pinterest

Café: extra-forte


Dias atrás...

Agora estou num avião. Enquanto o vôo não acontecia, minha tensão aumentava a cada segundo de atraso. Passei a não gostar de aviões.

Agora que estou no avião em vôo, a coisa muda de figura. Há um mar de nuvens abaixo de nós e acima um céu azul que não se vê lá da terra. O Rio estava nublado e frio, são estas aí, as nuvens dele. Estou indo a Salvador, que também tem nuvens, só que em menor quantidade.

É sempre a mesma história: um drama pra voar, contido e fingindo que tudo está indo muito bem e estou muito segura de mim. Tudo mentira. Eu sempre sei que vai dar tudo certo, mas sempre me lembro de todas as histórias em que aconteceu tudo errado. E passei uma semana de filmes não muito benéficos para o momento, até que vôo e fico tranqüila.

Neste mar de nuvens. Primeiro vemos as nuvens de baixo pra cima, cinzas e ameaçadoras. Depois entramos no meio de campo, tudo branco, parecendo aquelas metáforas de Céu... depois subimos ao paraíso dos relevos brancos e macios. Dá vontade de mergulhar nas nuvens, de se prender no avião com uma corda e deixar ele te levar por entre elas, porque as nuvens são também mar.

Uma criança brinca no fundo do avião, pra dar graça ao vôo, após uma hora e meia de atraso. Lá na frente, uma mulher a cara da Maria Bethânia, mas acho que ela é muito chique pra pegar um vôo desse... mas é a cara... o mesmo cabelo, pelo menos.

É engraçado, a gente voa e voa e parece que vai tão devagar... eu sempre quero chegar logo. Uma hora e meia de vôo, o piloto falou. Passaram-se 20 minutos até agora. Daqui a pouco é a hora do suco com amendoins condimentados e barra de cereal: a pior refeição que um avião poderia nos servir.

A única coisa a lamentar da beleza das nuvens, é perder a vista da terra. Mas não se pode ter tudo. Apenas relances de um pouco de cada coisa. Pelo menos dá pra saber que não viajamos por mar, mas por terra de fato.

Só para calar a minha boca infame, nos serviram sanduíche com suco. Creio que seja por causa do almoço e pra nos alegrar, depois de tanto atraso. Ainda mais: como é meu dia de sorte, consegui ver bastante terra e ainda um rio, que não tenho idéia de qual seja. Agora nuvens e nuvens.

Há uma senhora ao meu lado, com idade de ser minha mãe. Bem vestida, ela pediu sanduíche light, que não tinha. Aceitou o que tinha, que nem é esse macdonald's todo de gorduras, pelo contrário: queijo branco e peito de peru. Depois do sanduíche normal com suco de caju light, uma trufa de chocolate, pra fazer valer logo tudo de vez. Vai entender... ela bem quer saber o que tanto escrevo, tenta ler com o Ray Ban preto, mas finjo que não é comigo. Ela disfarça, olhando pra minha janela. Bobinha...

Como sempre, estou com frio. Mas isso é só uma anotação sem muito sentido no texto. Estou chiquerésima com meu casaco comprido, jeans escuro e salto preto. Óculos tão chiques quanto o de minha vizinha e me tremendo de frio. Acho que as pessoas chiques não sentem muito frio... droga. Todos os meu pêlos estão arrepiados e é claro que meus pés, nos saltos pretos, congelados. Minhas unhas vermelhas de esmalte, possivelmente estão arroxeadas na vida real. Coisa de nordestino quente. E olha que lá fora tá 27 graus e é meio-dia e quarenta e dois.

O piloto informa: chegaremos em Salvador às 13:50, que me dá ainda mais de uma hora de vôo. A única meta é segurar a bexiga até lá e evitar as besteiras no texto.

Agora estamos em cima do mar. Eu vi a passagem acontecer... eu reparei, e não é a primeira vez, que quando vemos a costa, a orla mesmo, bem do alto, dá a impressão de que está tudo parado, né? Como uma fotografia dessas de iamgens aéreas. Vemos a faixa branca das ondas quebrando, vemos as ondulações do mar e vemos as nuvens... tudo parado... e agora estamos descendo e eu peso 250 quilos. Faltam mais ou menos trinta minutos para pousarmos... fiquei tentando descobrir que praias eram as da costa. Certamente já estamos na Bahia. Pense comigo: um vôo Salvador-Porto Seguro dura aproximadamente 50 minutos. Tendo isso em mente e entendendo que falta mais ou menos meia hora pra chegar na terra, já passamos por Porto Seguro, certo? Achei uma boa dedução...

Eta! Tripulação, preparar para o pouso. Temperatura de 27 graus.
Share
Tweet
Pin
Share
3 Comentários

Essa é a foto. Essa é a foto porque me lembra um momento... ou todos os momentos especiais que passei com minhas amigas. Elas são recorrentes nos textos e acho que pouquíssimas efetivamente os lêem. Mas não importa. Essa foto é da Adelaide Preguiçosa, uma sobremesa que já proporcionou milhares de encontros e memórias gostosas.

Estive com Mari neste fim de semana. Ela é minha tábua de salvação mais próxima, trocamos confidências, aumentamos nossa intimidade, vivemos coisas muito parecidas. Nossa necessidade de se encontrar cresce a cada dia, estipulamos prazos limites para as visitas, já que ela mora em outra cidade aqui do Rio. Estivemos juntas e as conversas não foram suficientes. Nunca são. Elas têm um prazo de validade definido, até que queremos trocar mais e mais palavras e sentimentos. E nosso último encontro foi tão intenso, nesse sentido, que foi percebido por outras pessoas. De poderosas a maravilhosas, éramos notadas por nossa atenção concentrada em nós mesmas; aproveitávamos o ambiente apenas para ocupar o espaço e nos servir dele. A conversa toda era nossa e em torno de nós, porque nós duas estamos sozinhas em nossos cantos. Nós duas fizemos esta escolha.

Acabei de ver dois episódios de Sex and the City. Pra quem leu o texto sobre o filme, já sabe que é impossível ver a série sem pensar nas amigas e em algum relacionamento, passado ou presente que tenha seus incômodos e momentos perfeitos. É isso o que segura a gente no dia-a-dia, é isso que nos faz agüentar as coisas todas de estar longe de todo mundo. Porque, para nós que estamos distantes, só resta lembrar e esperar, né?

Acabei de ler um texto de Paloma. Ela tá em Sampa, na mesmíssima situação que a minha: sozinha, sem trampo, estudando, se virando em mil pra continuar lá e tentando ao máximo isso tudo ao mesmo tempo com um sorriso no rosto. Mas nem sempre dá. A garganta aperta, a saudade bate... a distância de todo mundo. E eu, como ela, ainda dei sorte de conhecer meia dúzia de gente em cada canto. Pra Paloma eu digo: aqui também tá frio demais.

O episódio da série que vi hoje me fez lembrar de um monte de coisas e me deixou pensando. Em estar só, mais uma vez, em ter escolhido ficar só e de saber que não seria fácil. A essa altura, eu esperava já estar trabalhando em qualquer canto. Fico tensa com a idéia de voltar porque não deu pra continuar. Eu quero continuar e vou... nem que eu trabalhe em qualquer canto, em qualquer coisa. Porque eu gosto de morar só, como Paloma, eu gosto de ter o controle de mim e de minha casa... e eu sei viver bem estando só.

É que a questão é outra. Chega uma hora que cansa ficar sem fazer nada. Que os dias voltam a ficar iguais, como em Salvador eram e a gente reclamava tanto. Eu sei que nós fazemos nossos dias. E vou voltar a fazer os meus, aliás, já estou no caminho disso. Porque já sei o que eu quero fazer da minha vida. Já defini, já vi uma idéia que gostei. Quero seguir isso, mas a primeira etapa é essa aqui, a mais difícil, eu espero. Porque nas outras eu levarei essa como aprendizado. E se ficar longe é o único jeito, paciência. Com o que estou me propondo a ser, acho que não há muita opção. Carrego todo mundo no meu coração e espero poder encontrá-los de vez em quando, com mais conversas intermináveis e a vontade de ficar, sabendo que tenho que partir.
Share
Tweet
Pin
Share
4 Comentários

Este filme prova que os críticos são fundamentais ao cinema. É de bom tom escolher um crítico, um entendedor de cinema e que tenha um texto fluido e interessante e acompanhar suas opiniões. O crítico ou até o bom resenhista tem acesso aos filmes antes dos pobres mortais e sua obrigação é assití-los com atenção e escrever sobre, para informar e alertar seu leitor. Faço parte deste grupo de forma bastante humilde e caí na besteira de perder minha tarde neste filme sem propósito.

Fim dos Tempos é o filme em cartaz do M. Night Shyamalan, diretor dos bacanas O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Vila. Mesmo tensa com a perspectiva dele fazer algo parecido com Sinais, filme que odeio por usar o argumento dos ets como solução fácil de um roteiro cheio de expectativas, fui em frente, ignorei minhas inclinações mesmo tendo visto o trailer e fui ver. Gastei dinheiro e paciência e ganhei o ódio momentâneo dos meus amigos.

Esta é a estória em que pessoas subitamente morrem na costa leste dos Estados Unidos. Elas estão em ambientes amplos e expostos à natureza e, do nada, param o que estão fazendo, como aquela brincadeira de estátua, dão três passos pra trás e se matam com a primeira coisa que encontram pela frente. O trailer mostra isso. As autoridades buscam soluções. As cenas de morte são bacanas. O Mark Wahlberg é péssimo, mas, pensamos, com uma estória bacana ele passa despercebido. Mark Wahlberg é o professor de ciências que, como outros tantos e sem motivo, consegue se safar da síndrome desconhecida.

Roteiro péssimo, com diálogos ainda piores, sublimados com interpretações superficiais de grande parte dos atores transformam sua duração num tormento. A parte divertida é muito rápida: o coordenador da escola em que trabalha o maldito professor de ciências é nosso companheiro Alan Ruck, o Cameron Frye, melhor amigo de Ferris Bueller, em Curtindo a Vida Adoidado, agora grisalho. Espectadores saem da sala, outros se enterram nas poltronas. Não há o que fazer. E vem a explicação para o misterioso fenômeno: talvez uma neurotoxina natural, produzida pelos homens ou produzida e espalhada pelas plantas (!) contamina os humanos e eles ficam desorientados, perdem a vontade de viver e se matam. Então, quando passar um vento e as folhas das árvores de mexerem, fique atento: você talvez seja vítima da fúria da natureza. Talvez sim, porque ninguém sabe porque mata uns e não mata outros. Ponto.

Deste filme nada presta. É triste e duro dizer isso, mas o fato é que é muito ruim. A impressão que dá é de que o roteiro começou a ser escrito, aconteceu a greve dos roteiristas nos Estados Unidos e, para não atrapalhar o cronograma, alguém tomou as notas do roteirista e destruiu o que poderia ser, quem sabe, uma estória legal. É surpreendente que o M. Night tenha acabado com a confiança de seus espectadores desse jeito. É misterioso como ele conseguiu dirigir um Sexto Sentido e este filme anos depois. Será que ele bateu a cabeça? E como os atores toparam se queimar desse jeito? Será que eles tinham muitas dívidas? Perguntas que não têm respostas... bem como o porquê da existência do filme. Uma coisa é certa: não indique a seus amigos.
Share
Tweet
Pin
Share
5 Comentários
Conheço uma pessoa que resolveu morar só. Juntou uma grana, comprou o apartamento e saiu da casa dos pais. Chegando na nova morada, encontrou no meio do seu processo de adaptação, um tronco de árvore à altura de sua janela. O tronco estava liso como sua árvore que, morta de aparência, era toda tronco e raiz que não se vê.

Também resolvi que ia morar só. Como não tinha grana suficiente, aluguei um apartamento e me mudei. O meu tronco é o Carlos Drummond de Andrade. O poeta está morto como o tronco, só se vê sua estátua à beira da praia, sentada num banco. Como o tronco, Drummond está cercado de vida. Como meu amigo, também fiz de Drummond meu parceiro de importantes reflexões, sentimentos e pensamentos inúteis.

A distância que separa Drummond do tronco é imensa: estamos em estados vizinhos de duas regiões do país. E enquanto converso com Drummond a distância, porque tenho vergonha de ir pertinho e falar com ele, percebo que Drummond está para todos à sua volta, como o tronco de meu amigo que abriga os passarinhos.

Enquanto meu amigo conversa escondido e convive com o tronco, vivo de Drummond. Em torno de toda essa história, uma coisa é certa: Drummond sente muita saudade do tronco. Eu sei, porque vejo no olhar dele a distância de quem espera e lembra.
Share
Tweet
Pin
Share
3 Comentários

Finalmente fui ver o filme das garotas de NY. Sempre gostei da série, que nos liberta para um ideal de vida fútil e divertida. Não dá pra ser cérebro e arte o tempo todo. Acho que a série funciona à medida que nos relembra das coisas que gostamos, das grandes amizades e, é claro, dos relacionamentos deliciosamente comentados como se fossem os nossos próprios.

Como me mudei recentemente, estou criando junto com outros também expatriados, um novo grupo de amigos. Surpreendentemente, todos são agradáveis e muito diferentes entre si. Cada um de nós combina particularidades que, se estivéssemos em nosso habitat primeiro, possivelmente acabaríamos naturalmente em grupos distintos. Fazemos concessões e vamos criando uma intimidade aos poucos, nos abrindo vagarosamente, como toda cautela do individualismo prega, não sei se tão racionalmente como pareceu aqui descrito. O que significa isso tudo é que ainda há uma diferença entre novos amigos e amigos já estabelecidos.

Todo relacionamento novo é sempre mais complicado, mais “cheio de dedos”. Vamos mostrando o que há de melhor em nós, vamos permitindo o outro em nossa vida e entrando até onde é permitido na dele. Vamos construindo nossos pequenos alicerces em momentos agradáveis e de muita conversa. As diferenças, entretanto, continuam marcantes.

Sex and the City é um filme de mulher. Não tem pra onde correr: são sapatos perfeitos, a moda das grandes grifes em roupas muitas vezes estranhas, cafés, noitadas e um grupo de amigas de longa data. Relacionamentos e a discussão deles daquele jeito que só é possível e suportável entre mulheres ou meninas. É a extensão da série anos depois, é apenas o último episódio de pouco mais de duas horas.

Fui ver o filme com aquela ansiedade que temos em rever uma grande amiga. Fui com uma nova amiga, dessas agregadas expatriadas e amiga de longa data de minha prima. Fomos como novas amigas com este e mais alguns interesses em comum. Fomos juntas e na mesma ansiedade, mas entendendo que precisaríamos de nossas amigas antigas nesses momentos. Foi ótimo ver o filme com ela, mas fiquei pensando bastante nas minhas amigas antigas e eternas que nunca mais vi. Morri de vontade de tomar um café depois e falar as abobrinhas típicas que resultam de um filme de mulher. Minha companheira de sessão teve que sair mais cedo. Fui pra um café, comi sozinha e depois segui para a aula que, claro, não me concentrei nem um pouco. Cheguei atrasada e um filme acabava de ser exibido e estava em discussão. Eu estava no pós-Sex and the City-último episódio da saga Mr.Big-Carrie.

O filme é divertido em todas as suas idas e vindas. O reencontro das amigas de Manhattan e o vai-e-vém de seus relacionamentos. As crises que nós passamos e passaremos. Tudo pede uma conversa de fofoca, papo de amiga, abobrinha que nem toda menina (inclusive) tem saco para participar. Apesar de se estender em alguns momentos e mostrar muito figurino inusitado, o conto de fadas moderno chega ao fim e me deixa com alguns questionamentos. Tenho uma opinião sobre a conclusão do filme, que me incomodou um pouco, mas não vou estragar a surpresa. Vou esperar minha visita às amigas e discutir com elas, que me disseram que também já viram este último episódio, com o mesmo sentimento de que está faltando alguma coisa, ou melhor, alguém na poltrona ao lado.
Share
Tweet
Pin
Share
3 Comentários
Tudo bem que esses caras dos anos 60 são importantes e participaram dos movimentos que nos transformaram em comportamento, nas artes e na forma de pensar. Tudo bem que agenda do Meio Ambiente é fundamental e com a saída da Marina Silva talvez não dê tempo pra se preocupar com outras coisas... mas essa Era Hippie acabou.

Acabei de ver o Minc num discurso em rede nacional no horário nobre. Ele fez o favor de esquecer os figurinistas e adicionar a uma camisa social branca uma gravata estampada e, por cima dela, um colete também estampado. Enquanto assistia à importante fala de nosso novo ministro verdinho, fiquei confusa, se olhava para a moça que traduzia para LIBRAS - que sempre prende minha atenção - ou encarava a confusão visual do modelito.

O Minc, que lembra bastante seus colegas de faixa etária em ideais, propostas e objetivos, não foge também ao figurino de cores desbotadas e estampas estranhamente combinadas. E, ainda que não se veja muita importância imediata em notar o vestuário de nossos governantes, eles precisam atentar para tal, já que devem passar suas informações da forma mais clara possível. Esta confusão visual atrapalha a compreensão do discurso e nos faz pensar nas baboseiras do dia-a-dia e na moda, ao invés da mensagem. Eu sei que a preocupação do Minc certamente não era essa, mas, por favor, agentes de comunicação, mexam-se!

Aproveitando o momento, agora percebo que posso estar cometendo uma grande gafe. Acabo de passar pela seção de moda da revista TPM deste mês e vi muitas estampas a la Minc. Será que eu é que estou errada, que a onda do momento é misturar tudo mesmo, como num liquidificador de tecidos? Definitivamente não entendo de moda... quando acho que estou por dentro, tomo uma rasteira das tendências mundiais...
Share
Tweet
Pin
Share
3 Comentários
Posts mais recentes
Posts mais antigos

Sobre mim

a


Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


Social Media

  • pinterest
  • instagram
  • facebook
  • linkedin

Mais recentes

PARA INSPIRAR

"Amadores se sentam e esperam por uma inspiração. O resto de nós apenas se levanta e vai trabalhar."

Stephen King

Tópicos

Cinema Contos e Crônicas streaming Documentário Livros Viagem comportamento lifestyle

Mais lidos

  • Primavera 2020 | 12 dicas de cinema, viagens, livros e muito mais!
    Primavera 2020 | 12 dicas de cinema, viagens, livros e muito mais!
  • Spotlight
    Spotlight
  • Livro da Semana - Física em seis lições
    Livro da Semana - Física em seis lições
  • Amy
    Amy

Free Blogger Templates Created with by ThemeXpose