Às vezes a gente enche o saco das coisas. Não é tpm, não, é um cansaço de tudo que não funciona, do processo de chegar a fazer com que funcionem, nunca no tempo que queremos.
Hoje estive conversando com uma amiga baiana sobre nossas besteiras do dia-a-dia e de como elas nos irritam. Ontem tive um dia complicadíssimo, cheio de ir e vir, numa cidade onde a chuva nunca pára de cair... ela sempre cai e cai indefinidamente. E as agonias só se acumulavam, lembranças de momentos ruins, objetivos não alcançados, paqueras desnecessárias, saudades, uma vontade de rosto conhecido. Achando que tudo isso acabaria ontem mesmo, acordo num humor do cão, só querendo ser paparicada um pouquinho, mesmo sabendo que isso é impossível. Ainda: roupa e pratos a lavar, almoço pra fazer, água pra comprar. A independência custa caro, às vezes.
Disse a ela que o que eu mais queria hoje era ser mulherzinha, ao invés de super-mulher. Mesmo sendo a mulher maravilha de alguns amigos, preciso de um cineminha à tarde, um namoro de mãos dadas e conversa no ouvido, café e, pra finalizar perfeitamente, uma sandália linda de presente. Tudo pode parecer besteira e futilidade, mas são detalhes que fazem a diferença no imaginário feminino e alimentam nossos corações e mentes com carinhos e gentilezas. Mas, como diz uma outra super-mulher amiga que também mora só e em terra fria, preciso abrir meu coração e minha cabeça para essas coisas e rir dos detalhes surreais. Tenho ela para trocarmos experiências e dividir as angústias. Somos heroínas de terras quentes, do calor humano e de ruas conhecidas de olhos vendados.
Acho que, no resumo da ópera, é só o tempo fechado que arde os olhos, guarda-chuva aberto em rua movimentada e frio de casaco que cansa tudo de uma vez. É só o começo de um dia cinza depois de noite mal dormida. Vou tentar chocolate e Instantâneos de Felicidade pra animar o espírito e dar coragem pra acordar de novo.

Depois de um breve intervalo entre esse primeiro texto e o momento atual, vemos que as coisas mudam muito rapidamente. Acho que nós, mocinhas da nova geração, somos muito "volúveis" com nossos sentimentos... mudamos muito rapidamente... como o tempo, eu diria.
Agora o sol está tentando ganhar das nuvens e antes dele, eu já havia ligado os Beatles (não precisei dos entorpecentes citados anteriormente), limpei a casa, comprei água e decidi lavar roupas amanhã... mas continuo não sabendo o que comer. Mais umas vez alguém olha pra você na rua e as paqueras desnecessárias começam a se tornar divertidas de novo...
O engraçado é que o texto faz parecer que estou em Londres (minha idéia de lugar frio e cinza) ou em algum lugar que só chove, mas é o Rio com frente fria. O porteiro acabou de me avisar de uma nova possibilidade de apê aqui no prédio e vamos ver o que acontece.
Quanto a parte do namorico com gentilezas... continuo querendo isso. Enquanto não tenho, vou estudar um pouquinho que ganho mais e volto a ser a Mulher Maravilha de todos os dias. :)
Hoje estive conversando com uma amiga baiana sobre nossas besteiras do dia-a-dia e de como elas nos irritam. Ontem tive um dia complicadíssimo, cheio de ir e vir, numa cidade onde a chuva nunca pára de cair... ela sempre cai e cai indefinidamente. E as agonias só se acumulavam, lembranças de momentos ruins, objetivos não alcançados, paqueras desnecessárias, saudades, uma vontade de rosto conhecido. Achando que tudo isso acabaria ontem mesmo, acordo num humor do cão, só querendo ser paparicada um pouquinho, mesmo sabendo que isso é impossível. Ainda: roupa e pratos a lavar, almoço pra fazer, água pra comprar. A independência custa caro, às vezes.
Disse a ela que o que eu mais queria hoje era ser mulherzinha, ao invés de super-mulher. Mesmo sendo a mulher maravilha de alguns amigos, preciso de um cineminha à tarde, um namoro de mãos dadas e conversa no ouvido, café e, pra finalizar perfeitamente, uma sandália linda de presente. Tudo pode parecer besteira e futilidade, mas são detalhes que fazem a diferença no imaginário feminino e alimentam nossos corações e mentes com carinhos e gentilezas. Mas, como diz uma outra super-mulher amiga que também mora só e em terra fria, preciso abrir meu coração e minha cabeça para essas coisas e rir dos detalhes surreais. Tenho ela para trocarmos experiências e dividir as angústias. Somos heroínas de terras quentes, do calor humano e de ruas conhecidas de olhos vendados.
Acho que, no resumo da ópera, é só o tempo fechado que arde os olhos, guarda-chuva aberto em rua movimentada e frio de casaco que cansa tudo de uma vez. É só o começo de um dia cinza depois de noite mal dormida. Vou tentar chocolate e Instantâneos de Felicidade pra animar o espírito e dar coragem pra acordar de novo.

Depois de um breve intervalo entre esse primeiro texto e o momento atual, vemos que as coisas mudam muito rapidamente. Acho que nós, mocinhas da nova geração, somos muito "volúveis" com nossos sentimentos... mudamos muito rapidamente... como o tempo, eu diria.
Agora o sol está tentando ganhar das nuvens e antes dele, eu já havia ligado os Beatles (não precisei dos entorpecentes citados anteriormente), limpei a casa, comprei água e decidi lavar roupas amanhã... mas continuo não sabendo o que comer. Mais umas vez alguém olha pra você na rua e as paqueras desnecessárias começam a se tornar divertidas de novo...
O engraçado é que o texto faz parecer que estou em Londres (minha idéia de lugar frio e cinza) ou em algum lugar que só chove, mas é o Rio com frente fria. O porteiro acabou de me avisar de uma nova possibilidade de apê aqui no prédio e vamos ver o que acontece.
Quanto a parte do namorico com gentilezas... continuo querendo isso. Enquanto não tenho, vou estudar um pouquinho que ganho mais e volto a ser a Mulher Maravilha de todos os dias. :)





