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Café: extra-forte


Ontem fomos ao Cine Odeon. É um desses cinemas antigos da cidade, grande, bonito, de uma época de ouro que não mais corresponde, mas conserva a magnitude. Está acontecendo o Festival Estação Piauí, que reúne em 3 dias, filmes legais e temas para debates. Ontem vimos Vocação do Poder, do Eduardo Escorel. O filme trata da candidatura de alguns vereadores do Rio de Janeiro. O detalhe é que eles todos são marinheiros de primeira viagem e percebemos seu despreparo, angústias, discurso... muito bacana. Na seqüência, debate com a Soninha da MTV que é candidata a candidata à prefeitura de Sampa, o Eduardo Escorel e João Moreira Salles. Eles falaram sobre mídia e poder político. Caso se perguntem porque o João tava lá: ele fez Entreatos, filme sobre a campanha vencedora do Lula em seu primeiro mandato de presidente. abaixo, fotinhas nossas.


Do café do Cine Odeon. Fiquei tímida de ir pra rua tirar fotos e a máquina ser levada pelo vento...

Cela com o cardápio do Café. Água: R$ 2,80!

Agora me diga: pra quê um prédio tão alto? Só pode ser pra fazer inveja nos outros.
Vista da frente do cine... não tinha muito o que fazer.

Fachada do Cine Odeon. De noite é mais bonito! Reparou na luz divina? É do poste mesmo...
yo!
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Estamira, de Marcos Prado, conta a história de uma mulher que carrega o título do filme e vive de um dos aterros sanitários do Rio de Janeiro. Paciente de um instituto de saúde mental público, Estamira conta suas verdades no filme, entre alucinações e encontros com familiares e amigos.

Não adianta se perguntar o que surpreende mais neste documentário. A intimidade da equipe de filmagem com a protagonista é tão absurda que nos perguntamos se realmente a câmera está ali. Estamira está sempre à vontade e conversa fartamente. A transição entre as imagens granuladas em preto-e-branco e as atualíssimas limpas coloridas contrastam, não apenas com o choque de ver a miséria em sua versão mais crua, mas com os intervalos dos discursos da protagonista. O granulado nos remete a um espaço, ao lixão, ao tempo que mostra a vida no aterro, mulheres, crianças e homens em busca de comida e outros bens ainda úteis, descartados pela maioria. A cada descarregamento de caminhão mais e mais pessoas se juntam, como em Ilhas das Flores (Jorge Furtado, 1989), ao lado de animais. Um cadáver humano aparece e, como a crueza da vida das pessoas, é só mais lixo jogado fora. Ao isolamento do preto-e-branco, Estamira aparece colorida e falante, numa imagem limpa que nos impregna ainda mais de uma realidade que não estamos acostumados a ver.

Estamira é um personagem, é uma mulher real e que passou por muitas atrocidades em sua vida. Prostituta, casada, separada, estuprada, mãe, avó, filha de mãe doente, abandonada e tão abaixo da linha de pobreza que nem esta se enxerga mais, o que lhe restou foi a dúvida se há excesso de lucidez em sua vida ou a necessidade dela freqüentar outros percursos mentais para suportar o dia-a-dia. A equipe a acompanhou durante dois anos e neste tempo há a estabilidade, os momentos de raiva e a certeza que, além de amar seu trabalho, depois de sua morte será finalmente feliz.

Outra certeza de sua vida é a não existência de Deus. No decorrer do filme, vemos um de seus netos lhe perguntando se Deus existe e ela, aos berros, indica que não, que não é possível existir um deus que permita as atrocidades já cometidas, os assaltos, a violência, a pobreza. E toda a ruindade do mundo não é culpa dele, ela garante, mas do ‘trocadilo’, que é a entidade do mal ou as pessoas ruins que passaram na sua vida para destruí-la de alguma forma. É interessante perceber que o ‘trocadilo’ é sugestivo quando ao significar algo, indica uma outra coisa, sendo dúbio – o trocadilho – e aí, a verdade se dissipa. Não seria essa a brincadeira do termo? Quando Estamira trata destes assuntos sempre se exalta, mas não estaria ela correta em seu arroubo? Não deveríamos também gritar sobre as mazelas, injustiças, ficar com raiva?

Percebemos, entretanto, os delírios desta guerreira. Como numa possessão, passa momentos em outro plano, murmurando delírios em palavras estranhas que não reconhecemos. Vemos seu olhar percorrer o vazio, como se estivesse procurando algo e encontra, mas não vemos nada. Mas aí surge outra surpresa: ao retornar de uma visita ao instituto de doença mental, rejeita os remédios que lhe indicaram, porque reconhece neles seu poder ‘dopante’. Nos informa que não usará os remédios, como o Diazepan que certa vez lhe receitaram e que entregou aos médicos, dizendo para utilizarem em outro paciente que não ela. Estamira não quer se dopar, quer se saturar de vida.

O discurso de Estamira é lógico neste sentido e a coerência de sua língua portuguesa surpreende ainda mais. Estamira erra pouco. O que nós pensamos das condições de sua vida e de seu colega – um senhor que também passa a vida no aterro – nos leva a um tipo específico da sociedade, onde o idioma não se faz culto. Erro. Os dois são limpos em seu linguajar e gosto; uma das cenas mais surpreendentes do filme é quando esse senhor canta. Sua voz é tão bonita e clara que nos perguntamos por que ele não canta durante o filme todo...

Enquanto há o duelo da crítica em falar do filme ao invés de se prender no personagem, percebo que a atração que Estamira personagem provoca é superior às qualidades do filme ou talvez seja essa sua maior qualidade, seu brilho. O filme nos prende e nos faz evitar piscar, para apreender ainda mais da mulher que, apesar de viver na sujeira, tem um sorriso limpo e olhar firme.

Estamira é vomitório de palavras, é a tentativa de se descobrir e melhorar seu espaço. Ela sabe que não consegue, porque seu Deus morreu e o ‘trocadilo’ está aí, escondido pelos cantos escuros do mundo. Sua lucidez é tamanha que nos perguntamos sobre sua ‘loucura’. Estamira me remeteu automaticamente a Clarice Lispector. Estamira, como Clarice em “Um Sopro de Vida” está em sua última chance de descoberta. E Clarice não pára em seu discurso, poucos são os intervalos, os assuntos vão se atropelando e acumulando e cada frase é uma bomba de filosofia e sentimento. É visceral e tenta dar conta do pouco tempo que lhe resta para ser ela mesma, em toda a sua plenitude infinita. E, enquanto vamos lendo e buscamos digerir e tatuar as palavras de Clarice em nossa essência e descobrir-nos a partir de sua descoberta, ela nos manda mais e mais, para não pararmos, para absorvermos o máximo, o excesso, o que vai além de qualquer limite. Assim também é Estamira. Sua força é tão grande que nem ela suporta a velocidade de suas palavras, em seus ápices, nem respira. E não respiramos com ela, queremos ver até onde ela vai, até onde é possível, até quanto ela agüenta? E ela agüenta tudo, ela tenta se agüentar e quando se satisfaz, se cala. E pára. E retorna, como num ciclo, a cada provocação. Estamira é sofrimento, é riso, é dor. Estamira é além, é o símbolo de uma força que muitos desconhecem, que parte da dor constante dos desprivilégios da vida, mas que não desiste, resiste. Estamira é um tapa na cara de nossas queixas, nos faz rever motivos, sentimentos, questões e relações. Como Clarice.
Publicado em outubro de 2007, no Drops de Anis
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Resolvi tomar vergonha na cara e ir restaurando este quase estático blog. A partir desta semana aparecerão críticas de filmes e outras coisas guardadas nas gavetas ou espalhadas em outros sites mundo afora...

Entendi que, mudando tanto como eu estou conseguindo, o blog merece refletir isso também. Haverá mais cinema, estudos, besteiras e várias outras coisas obscuras...

É isso. Foi só um recadinho. Não se preocupem, terá um monte de fofocas sobre minha vida longe de minhas pessoas.

:)
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Foto minúscula do Cristo na chegada ao Rio


Cheguei ao Rio de Janeiro. Em visita permanente, de mala e cuia, caí em Copacabana. Vim a estudos e trabalho, vim pra ficar. Mas, com toda a beleza e maravilha que a cidade carrega, a saudade de Salvador ainda supera em muito a vontade de ouvir carioquês.

Com o coração mais do que apertado, saí da minha terra, essa aí de que já reclamei tanto e vim pra cá... dizem que basta você sair de seu território para amá-lo ainda mais. É verdade... mas não pelo território em si, e sim pelo reconhecimento do espaço, das pessoas, da energia, da família, das religiões... Salvador é minha, afinal de contas.

O Rio é uma cidade linda e não há maior clichê. É cidade de todas as coisas que todo mundo sempre fala e as praias são muito cheias. As mulheres são lindas, têm bundas fantásticas e eu, pessoa normal que sou, fico tímida nas praias.

Dei a sorte de aterrissar com minha irmã a tiracolo e neste fim de semana fui recebida por Mari, uma amiga baiana que mora em Friburgo. Sushi também veio para um aniversário e consegui uma primeira semana muito engraçada.

É uma barra largar todo mundo de vez e ir pra um canto desconhecido, mas carregando todo mundo no coração, levo a certeza de que fiz a coisa certa e de que reconheço em cada uma das minhas pessoas, amigas e amores uma importância indescritível na minha formação. No máximo, vou chorar um pouco...ou muito e ligo desesperadamente pra ouvir a voz de alguém. Por enquanto tá tudo bem... tô conseguindo levar.

A faculdade é ótima e não vejo a hora do curso começar. Já tenho fila de livros me esperando e filmes para ver. Falando em filmes, vocês deviam ver o "Caderno 2" daqui... chega dá preguiça de ler. Muitas opções, muitos cinemas, teatros e eu perdi o show da Maria Bethania. Mais virão. Essa semana tem lançamento de filme pra ir e cara-de-pau pra catar emprego. Já estou olhando os classificados pra o próximo aluguel e soube que devo ter trabalho com isso... mas tudo se resolve!

Está tudo bem. Preciso tirar fotos e gastar rios de dinheiro nos passeios culturais de turista. Mando fotos na próxima sessão...
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ou

...uma versão soteropolitana de cinema paradiso contada por uma menina baiana apaixonada por cinema...


Ela passou e a porta se fechou levada pelo vento, lentamente, como se prezasse pelo silêncio de quem ainda não chora de saudade. Era seu primeiro dia numa terra estranha. Na noite seguinte, quando fosse dormir, ela sabia que seria um novo quarto. Tinha medo do que a solidão faria com seus desejos antigos, vivia tudo intensamente e os prazeres da última noite ainda soavam como os primeiros acordes daquele amor de menina adolescente que ela ainda não escapara.



Do outro lado da parede estavam todas as suas boas memórias. Sua recordação da família unida no hall do aeroporto, quando se deu conta de que precisava olhar mais uma vez, naqueles trinta segundos antes de entrar na sala de embarque, ainda sem a certeza de que realmente precisava passar por tudo aquilo, ela já sabia que todas aquelas relações jamais seriam as mesmas. Toto finalmente deixava a Sicília.



Ela não conversara muito com ele durante a última noite. Ele demonstrava pouco sua dificuldade de lidar com a ausência dela, mas ela sabia que ele não teria mais ninguém para curar suas crises durante a madrugada. Ele a amava, não como ela queria, mas na medida que ela precisava. Ela pedia fidelidade, ansiava por manter contato diário, sofria com a possibilidade do ciúme, sentia seu primeiro amor escorrendo pelo rosto e secando. Ele sorria, leve como quem dá nas mãos de quem ama uma rosa retirada do jardim da própria alma, leve por saber que as vidas continuam e as mudanças precisam acontecer e não poderia ser diferente, leve por enxergar nos olhos dela o reflexo daquilo que ele acreditava ser o melhor de si mesmo. Leve como quem sente a beleza de um coração disposto a amar novamente porque fora isso que aprendera ao viver sua primeira história de amor.



Ela temia o que seria dito nos últimos instantes, o que ele faria, como reagiria, tudo era sempre tão imprevisível, intenso, natural, ela admirava a direção que ele dava a cada cena acidentalmente calculada. Assim deveria ser a vida: um plano sequência filmado com base em um roteiro pensado e escrito no set de filmagem. Estava decidida. Ela reagiria em silêncio, e esperaria um beijo ao final. Mas se ele não desse, ela sorriria.



Quando se despediram pela manhã, ele ainda reagia como quem pretende ligar no dia seguinte para ir ao cinema. Antes de descer do carro ele deu um abraço e um beijo. “É tão difícil ficar sem você, O teu amor é gostoso demais, Teu cheiro me dá prazer, Quando estou com você, Estou nos braços da paz”. Foi cuidadoso com as mãos e com a boca, que é a maneira que ele utiliza para demonstrar carinho e dizer o que sente. “Nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo”. Beijou sem parar o braço dela. “Meu coração pulou, você chegou me deixou assim, com os pés fora do chão, pensei: que bom, parece enfim acordei, pra renovar meu ser, faltava mesmo chegar você, assim, sem me avisar, pra acelerar, um coração que já bate pouco, de tanto procurar por outro, anda cansado, mas quando você está do lado, fica louco de satisfação”. Abraçou ela deitada em seu colo. “Já me fiz a guerra, por não saber que esta terra encerra, meu bem querer, e jamais termina meu caminhar, só o amor me ensina, onde vou chegar”. Ela chorou assustada com o prazer e a segurança que sentia. “Me leva amor... Por onde for, quero ser seu par”.

E ela limpou os olhos, tocou os lábios dele e deu um beijo calmo. E o olhou profundamente.

Ele sorriu e disse calmamente suas últimas palavras: “Não olhe para trás. Nunca mais volte e me procure. Não ligue para mim. Ame profundamente e intensamente a si mesma. E mostre para o mundo o que uma mulher de verdade pode fazer quando sabe amar.”

Ela ganhou um último beijo. Desceu do carro calada. Ele pediu uma foto com ela dando tchau. Era uma foto triste. E ele brincava com a tristeza, na tentativa de não tornar as coisas assim tão tristes. Ele sofria muito mais do que ela. Ela sorriu e fez pose. Deu as costas e atravessou o portão.

Ele dissera tudo aquilo de forma dura e sincera, como alguém que realmente espera se tornar apenas uma boa lembrança. Ela chorava aliviada. Já sabia que aquelas seriam as últimas palavras de Alfredo. Estava a caminho da Roma tropical. Iria trabalhar com cinema, contar histórias, começar uma nova vida. Estava feliz e realizada.

O único final verdadeiramente feliz é aquele que ainda não aconteceu. E ela jamais respeitaria a previsibilidade dos 90 minutos de duração de um filme como se fosse a imponderabilidade da vida.

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Pessoas da minha idade costumam pensar na questão aborto x gravidez. Evitamos ao máximo a possibilidade de enfrentar uma decisão como essa que, qualquer que seja a escolha, é como um ponto de virada nos filmes, mudará o destino do enredo para sempre.

Enquanto eu e minhas amigas temos a primeira decisão do aborto em caso de má formação ou violência sexual, quando pensamos que poderíamos engravidar do namorado, a dúvida se instala e a moral entra em xeque. O que fazer? Adiar planos de carreira em prol de uma gestação acidental ou impedir um nascimento provocado por nós? A sinceridade íntima de cada um diz o que fazer e ela nem sempre corresponde à idéia de decisão que tínhamos antes.

4 meses, 3 semanas e 2 dias, de Cristian Mungiu trata de um filme romeno, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 2007. Aqui a história é como muitas que conhecemos e torcemos para não viver, uma menina engravida e resolve realizar um aborto clandestino e conta com a amiga para lhe ajudar. A sinopse do filme é universal, entretanto, estar na Romênia comunista implica em uma outra noção da realidade, um pouco distante de nós. A clandestinidade torna-se a regra para qualquer conforto e a pobreza impera.

Em meio aos preparos para o aborto está Otília, protagonista do filme, que busca condições seguras para resolver o problema da amiga Gabita. Gabita contrata por indicação um homem que realiza os abortos em gestações superiores a três meses, ainda que diga a todos que está grávida há apenas dois. O acúmulo de informações desencontradas desencadeia problemas que as meninas não esperavam enfrentar, mas, que juntas, acreditam ser possível resolvê-los de alguma forma.

Ao sair do filme, extasiados pelo prazer de ver uma obra como poucas - de interpretação dos atores à fotografia e montagem - nos sentimos pesados e pensativos pela situação apresentada. O realismo, impossível de ser mostrado com mais crueza e veracidade em outros trabalhos e cinemas internacionais, parece ser a única opção para este que veio de tão longe. A importância de diversificar nosso cinema se fortalece com esses produtos, indicando outros olhares tão ou mais importantes aos quais nos acostumamos. Saímos percebendo a necessidade de nós meninas vermos filmes como esse e de todos assim também o fazerem, pois esta é uma realidade social que não se prende à Romênia de qualquer época. Um professor de cinema uma vez me disse que para fazermos um bom filme, devemos fazer um que conte a história de nossa aldeia. Acredito em sua idéia, pois esta é a única forma de torná-lo universal.

Outra questão que me surgiu depois do filme, foi quando busquei seus trailers na internet. Tive a oportunidade de vê-los com legendas em inglês e francês. São dois produtos diferentes e que não retratam o filme como quando o assistimos. Estes trailers me chamaram atenção porque não conhecia o filme antes de assistí-lo e depois que vi, percebi como podemos ter outra idéia de como este seria ao ver os trailers. E seria completamente diferente. Enquanto o tralier francês é extremamente recortado e rápido, aquele em inglês é quase um drama americano, com tantas transições. Esqueçam os trailers e corram ao cinema. Como sempre acontece com bons filmes, a sala estará vazia e silenciosa.

Trailers, caso se interessem:
Inglês no IMDB:
www.imdb.com/video/trailer/me708447451/

Francês no site para o Festival de Cannes:
www.bacfilms.com/site/432/flash.html
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Tati Reuter Ferreira

Baiana, curadora de projetos audiovisuais, escritora e crítica de cinema. Vivo de café, livros, cinema, viagens e praia. E Pituca.


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