Maravilhosidades da Netflix - Carnaval - Parte 2!!

19:22

Olá! Conforme prometido, segue a parte 2 da programação especial de Carnaval do Café!! Tem documentários, seriados de comédia, ficção e drama. Não dá pra reclamar, porque tem, de verdade, para todos os gostos. E se você perdeu a parte 1, olha ela nesse link. Sexta-feira, passo aqui de novo, com as últimas cinco pérolas para terminar bem o feriadão!

Chasing Ice (2012, de Jeff Orlowski) – 75 minutos
Imagens surpreendentes das maiores geleiras do mundo. E elas estão derretendo. Após descobrir estas formas como sua paixão, o fotógrafo James Balog fez uma pesquisa de campo para registrar literalmente, o aquecimento global a partir do degelo dos glaciares. Groenlândia, Islândia, Alasca e Montana são seus pontos de observação e acompanharemos sua pesquisa, suas fotos incríveis em lugares belíssimos, impressionantes e qualquer adjetivo desses de Ansel Adams e a comprovação que afasta qualquer dúvida sobre o impacto do progresso na natureza e, posteriormente, suas consequências em nossas vidas. Como uma viciada em imagens de natureza, especialmente daquelas brutalmente diferentes do nosso cotidiano urbano, vou assistir novamente. Levou grandes prêmios em festivais importantes, um Emmy e foi indicado ao Oscar. O filme é parte do projeto que você encontra nesse site.

Teoria de Tudo (2014, de James Marsh) – 123 minutos
Todos conhecem Stephen Hawking, aquele cientista, físico, que vive em uma cadeira de rodas e se comunica através de um computador. Hawking é um dos nomes mais importantes da ciência hoje, é um dos que a tornou acessível à população, no estudo de nada menos que o Universo. Neste filme dirigido por James Marsh, Eddie Redmayne é Stephen, e sua mulher Jane, Felicity Jones. Saberemos o início de sua carreira, o relacionamento do casal, a construção da família e, em paralelo, a descoberta de sua doença e de como suas enormes limitações não o impediram de seguir em frente e desafiar, ele mesmo, sua própria ciência. Emocionante, vale os 24 prêmios e 119 indicações que recebeu.

Melhor é impossível (1997, de James L. Brooks) – 139 minutos
Quem deixou esse filme passar na tv aberta, não tem mais desculpa para perde-lo na Netflix. Jack Nicholson é Melvin, um homem cheio de manias e preconceitos que, por acasos da vida, se envolve com pessoas completamente diferentes dele: a garçonete e mãe solteira, Carol (Helen Hunt), que trabalha no restaurante que frequenta e o vizinho homossexual Simon (Greg Kinnear), que lhe pede ajuda. Poderia ser um filme besta com uma grande lição de moral, mas é muito mais do que isso, porque o faz de forma inteligente, emocionante e muito engraçada. Hunt e Kinnear estão brilhantes e Jack Nicholson dispensa comentários. Não perca! E super vale a pena ver de novo. Do mesmo diretor de Espanglês (2004), Nos bastidores da notícia (1987) e Laços de Ternura (1983).

City 40 (2016, de Samira Goetschel) – 73 minutos
Surpreendente. City 40 fala de mais um dos resquícios da União Soviética. Depois de ler Svetlana Aleksiévitch, a autora Nobel que escreveu um livro sobre Chernobyl (Vozes de Chernobyl), outro sobre a participação da mulher na Segunda Guerra (A guerra não tem rosto de mulher) e o último publicado no país sobre o final do regime soviético (O fim do homem soviético), acabei me viciando no assunto. Esse documentário amplia os temas da Rússia e seus regimes, com tudo o que a escritora relata: os segredos de Estado, os prejuízos e perigos à população e de como a paranoia é instalada com uma política bélica e coercitiva que existe até hoje. Aqui vemos um projeto de cidades secretas russas criadas no início da Guerra Fria para a produção de plutônio, matéria-prima para armas nucleares. Impressionante ouvir os relatos obtidos, entender a história por trás daquilo, as estratégias do governo, as consequências para a população. A trama é tão fantástica e mórbida, que parece ficção. E ainda ficamos sabendo de outras tantas cidades secretas espalhadas pelo mundo. Dá um pouco de medo. Para saber mais sobre Svetlana e seus livros sensacionais, passa aqui.

Love (2016-, de Judd Apatow, Lesley Arfin, Paul Rust) – 50 min / episódio
Para relaxar, uma série mais tranquila. Não torça o nariz para Love ainda. É rápida, fácil de assistir e talvez não pegue todo mundo, mas você vai acabar vendo toda, porque não dá tempo de mudar de filme ou desligar a tv. Essa é a história de Mickey (Gillian Jacobs), uma mulher está longe de ser um padrão de comportamento e muito menos bela, recatada e do lar. Ela conhece Gus (Paul Rust), um homem meio nerd, também fora do padrão 'americano perfeito' ou do 'amigo gente boa' das comédias românticas. É só um cara com seus problemas, paranoias e nervosismos, como quase qualquer outra pessoa. Claro que eles viram amigos e se envolvem, mas não será fofinho e nem água com açúcar. Confesso que vi toda a série de uma só vez – os episódios parecem curtos – e não foi o impacto de um House of Cards, mas ficou passeando pela minha cabeça. Semana que vem estreia a segunda temporada. House of Cards já foi dica do Café nesta semana aqui, junto a outros imperdíveis!

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