Mais do mesmo?

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Essa é uma atualização obrigatória, preliminar de um texto útil a ser desenvolvido brevemente. É uma limpeza da mente, um esvaziamento do excesso de palavras e idéias meio perdidas e sempre bobas que ficam escondidas em cantos, como moedas atrás dos móveis.

Uma noite estava dormindo e o telefone tocou. Era Cristiano, às 03:10 da manhã. Perguntou por que eu estava acordada àquela hora, disse que viu meu telefone em sua agenda e me ligou. Até aí tudo bem. Só que eu não sabia quem era Cristiano.

Toda vez que vou ao trabalho, passo por avenidas de praias. Acaba sendo um passeio agradável quando consigo me sentar no ônibus e por uns instantes esquecemos da rotina e até por ela, temos sorte de passar por ali quase todos os dias. A cada dia, um turbilhão diferente de palavras sobre o mar surge em minha mente, mas o tempo passa e esqueço de anotá-las.

Outro dia eu estava pensando nas cores do mar. Tem gente que diz que é azul, tem gente que diz que é verde. Eu percebi que perto da margem é verde e lá no fundo fica azul. Claro que várias teorias foram construídas em cima disso, mas a mais legal é a de que como a areia é amarelinha e teoricamente a água era pra ser azul por conta do céu, o verde não era amarelo + azul? Achei essa mais convincente e aceitei como verdade.

Minha casa é um abrigo de amigos. Antes era só um espaço meio meu, mas agora posso contar os dias que ela tem só a mim. É divertido e interessante receber pessoas, mas o tempo de pensar sozinho e escrever vai diminuindo devagarzinho. Não reclamo das minhas pessoas, as convido a ficarem porque a casa é nossa, afinal de contas e são as minhas pessoas favoritas. Mas foi bom passar o dia inteiro aqui, quietinha. Matei saudades de mim.

Tem alguém na rua ou no prédio da frente assoviando. Não sei porquê. Não pode ser para um cachorro, porque isso já dura bem uma meia hora.

HISTÓRIAS SEMELHANTES

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