Um pouco de todo dia...

22:55

Hoje tive mais uma tarde agradável. Fomos ao Festival do Rio assistir O Segredo, cuja crítica estará disponível amanhã por essas bandas... mas a questão nesse momento vai além: as conversas de um dia qualquer. É engraçado como deixamos passar momentos extraordinários em nossa vida cotidiana. Porque o "extraordinário" vem justamente dos momentos surpreendentes de nossos costumes ordinários... por mais óbvio que isso pareça assim, escrito, poucas vezes atentamos para os significados das palavras que falamos tanto.

Tenho convivido bastante com Daphne. Ela é uma carioca muito engraçada e inteligente que conheci no RECINE, um Festival de Cine de Arquivo que todo ano apresenta uma oficina e cada participante cria um curta-metragem a partir de imagens do Arquivo Nacional (que é, de fato, um prédio que arquiva diversas imagens, filmes, mídias do país...). No tempo de meu avô...,o curtinha, em breve estará disponível. Nos conhecemos na oficina, trocamos figurinhas e sugestões e colaboramos nos trabalhos. Com isso, e por nós duas falarmos além da conta, criamos identificação e surgiu uma amizade criativa, divertida e crítica.

Construímos idéias mirabolantes e discutimos questões universais. Eu sinto uma lufada de ar novo quando lembro das discussões clássicas que nunca chegam a conclusões diretas, mas criam ainda mais questões indissolúveis, sempre em locações sem sentido: ônibus, meio da rua, cinco minutos antes do filme começar. As discussões nunca acabam, mas são sublimadas com os pensamentos que ficam rondando nossas cabeças em busca de respostas.

Estando numa fase nerd, acabo me divertindo nesses momentos e com as grandes aulas, aquelas que nos ampliam horizontes e nossa ambição de querer saber mais e mais vira um buraco negro que passaremos a vida tentando clarear (como a surpreendente aula sobre a Lei do Audiovisual). Oportunidades surgem como fagulhas em nossos cérebros, idéias pipocam e a vontade de produzir só perde pra de conhecer e, se pensarmos que uma coisa está necessariamente atrelada à outra, um sorriso surge em nosso rosto.

E vou em um sebo enorme por caminhos do acaso numa tarde de domingo, descubro a velha infinidade de livros e possibilidades, passo horas no meio de papéis e poeira, desvendando que livros levarei, sabendo da triste certeza que jamais lerei todos ali dispostos. O prazer de uma tarde como essa abraça poucas pessoas e corações... a tranquilidade de um sebo, o desejo de ter palavras escritas e, nessa horas, de ser absorvida por todas as frases que nos motivam a ler ainda mais frases e sentimentos que escolhemos levar pra casa, fazem o caminho de volta especial e a sacola de livros, um grande tesouro.

E agora? Como faço pra me transformar em 15 ao mesmo tempo? Quero estudar, ler, aprender, trabalhar, filmas, escrever, ver filmes, discutir, fofocar, namorar, decorar, lanchar tortas ou pão de queijo com café expresso, beber vodca com aditivos diversos ou um chopp cremoso e gelado... é muito pra uma pessoa só.

HISTÓRIAS SEMELHANTES

1 comentários

  1. adoreiii o txt bb!!
    vc escreve muito ruim viu
    odeeeeeio
    hihihi
    besos

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