Seis Graus de Separação

23:50


Nos domingos de frio e chuva não há muito o que fazer. Por mais que tentemos, a preguiça toma conta e fica difícil pensar em atividades que exijam sair de casa ou locomover-se de forma geral. Apesar dos exageros, uma verdade permanece: a tv fechada vence a batalha e algumas vezes passamos muito tempo na mesma posição no sofá. Hoje não foi diferente, fui tomada pela preguiça dominical e os 19 graus da rua me impediram de sair de casa. Uma nova série, em que eu já tinha visto anúncios e um episódio, me chamou atenção nesta noite de frio. Além de House, Sex and the City, Seinfeld ou Friends, já consagradas e com anos de sucesso, Seis Graus de Separação surge para fazer diferença nos dramas televisivos.

A teoria é a de que duas pessoas estão ligadas por, no máximo, seis laços de amizades, como se entre eu e o George Clooney houvessem seis pessoas que se conheceriam por conexão, nos unindo, por fim. Essa é a graça dos sites de comunidades virtuais, conhecer quem nos conhece. Os criadores partiram deste princípio e criaram esta série cujas conexões vão se construindo a partir de relacionamentos de amizade, família, amor. Histórias entrelaçadas com personagens de histórias de vida distintas em encontros casuais.

A série é exibida na tv fechada e conta com atores que encontramos em outros seriados e alguns que já são familiares na grande tela, como Campbell Scott ou Jay Hernandez. A série é de 2006 e está na primeira temporada no Brasil.

Não há muito o que dizer. É uma produção sensível e, como a maioria dos seriados, descrever a trama não diz muito, quando se trata de um programa sem grandes eventos. A graça está justamente nisso: na construção de pequenas histórias que se entrelaçam, nos sentimentos que nos são permitidos a partir de nossa participação. Ao mesmo tempo, por contar com doses de drama, não parece ser um sitcom que nos permite ver e rever eternamente sem cansar. É um enredo muito mais de acompanhar seu desenvolvimento, do que assistir interminavelmente, como os já citados (à exceção de House, que passa pela mesma situação deste).

Depois de uma breve pesquisa, tive a infeliz informação de que o seriado foi cancelado ao fim da primeiríssima temporada. Certamente não atingiu o público esperado, talvez por ser uma série séria, um drama, uma situação que foge dos padrões blockbuster ou sitcom que a turma estadunidense está acostumada. Uma pena. E uma questão se levante: por que um canal passaria seriados já cancelados na televisão? Será que eles são mais baratos e servem para fechar lacunas de programação? Em todo caso, ainda vale assistir para perceber as atuações de primeira e o roteiro criativo e bem estruturado.

HISTÓRIAS SEMELHANTES

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