Anotações de início de aula...

12:20

Quando entramos numa turma, num novo grupo de pessoas, buscamos logo a identificação com alguns. Um olhar que sintonize com o seu, uma frase solta, um sorriso de concordância ou até a brutal discordância em algum momento. E uma aula de quatro horas torna-se possível.

Mas o que pensar quando perdemos esse detalhe? Quando confundimos ou deixamos confundir toda essa troca de carinho com um algo mais que na verdade não existe? A ilusão se quebra e a rotina das aulas volta a ter seu peso.

Dois pesos, duas medidas. O fato não importa, o que vale é a reação. Ao que minhas expectativas se transformam em conseqüências inesperadas, só resta o dia seguinte ao encontro: o próximo e agora, inevitável, segundo encontro.

A desilusão, quando as luzes do cinema se acendem e temos que sair daquele aconchego para a dureza da luz do dia ou a secura fluorescente e branca, nada mais somos capazes de ver como antes: o olhar tornou-se mais um, o sorriso perdeu o sentido e as piadas, a graça.

As aulas tornaram-se aulas novamente e talvez até mais produtivas. Agora busco outra identificação. Muito mais cuidado com a dose do carinho poque todos podemos confundir as situações e não se erra tantas vezes, simplesmente não é possível. Vamos levar a vida a sério como adultos que um dia devemos nos tornar. Será?

HISTÓRIAS SEMELHANTES

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