Fim de uma saga

09:44


Finalmente fui ver o filme das garotas de NY. Sempre gostei da série, que nos liberta para um ideal de vida fútil e divertida. Não dá pra ser cérebro e arte o tempo todo. Acho que a série funciona à medida que nos relembra das coisas que gostamos, das grandes amizades e, é claro, dos relacionamentos deliciosamente comentados como se fossem os nossos próprios.

Como me mudei recentemente, estou criando junto com outros também expatriados, um novo grupo de amigos. Surpreendentemente, todos são agradáveis e muito diferentes entre si. Cada um de nós combina particularidades que, se estivéssemos em nosso habitat primeiro, possivelmente acabaríamos naturalmente em grupos distintos. Fazemos concessões e vamos criando uma intimidade aos poucos, nos abrindo vagarosamente, como toda cautela do individualismo prega, não sei se tão racionalmente como pareceu aqui descrito. O que significa isso tudo é que ainda há uma diferença entre novos amigos e amigos já estabelecidos.

Todo relacionamento novo é sempre mais complicado, mais “cheio de dedos”. Vamos mostrando o que há de melhor em nós, vamos permitindo o outro em nossa vida e entrando até onde é permitido na dele. Vamos construindo nossos pequenos alicerces em momentos agradáveis e de muita conversa. As diferenças, entretanto, continuam marcantes.

Sex and the City é um filme de mulher. Não tem pra onde correr: são sapatos perfeitos, a moda das grandes grifes em roupas muitas vezes estranhas, cafés, noitadas e um grupo de amigas de longa data. Relacionamentos e a discussão deles daquele jeito que só é possível e suportável entre mulheres ou meninas. É a extensão da série anos depois, é apenas o último episódio de pouco mais de duas horas.

Fui ver o filme com aquela ansiedade que temos em rever uma grande amiga. Fui com uma nova amiga, dessas agregadas expatriadas e amiga de longa data de minha prima. Fomos como novas amigas com este e mais alguns interesses em comum. Fomos juntas e na mesma ansiedade, mas entendendo que precisaríamos de nossas amigas antigas nesses momentos. Foi ótimo ver o filme com ela, mas fiquei pensando bastante nas minhas amigas antigas e eternas que nunca mais vi. Morri de vontade de tomar um café depois e falar as abobrinhas típicas que resultam de um filme de mulher. Minha companheira de sessão teve que sair mais cedo. Fui pra um café, comi sozinha e depois segui para a aula que, claro, não me concentrei nem um pouco. Cheguei atrasada e um filme acabava de ser exibido e estava em discussão. Eu estava no pós-Sex and the City-último episódio da saga Mr.Big-Carrie.

O filme é divertido em todas as suas idas e vindas. O reencontro das amigas de Manhattan e o vai-e-vém de seus relacionamentos. As crises que nós passamos e passaremos. Tudo pede uma conversa de fofoca, papo de amiga, abobrinha que nem toda menina (inclusive) tem saco para participar. Apesar de se estender em alguns momentos e mostrar muito figurino inusitado, o conto de fadas moderno chega ao fim e me deixa com alguns questionamentos. Tenho uma opinião sobre a conclusão do filme, que me incomodou um pouco, mas não vou estragar a surpresa. Vou esperar minha visita às amigas e discutir com elas, que me disseram que também já viram este último episódio, com o mesmo sentimento de que está faltando alguma coisa, ou melhor, alguém na poltrona ao lado.

HISTÓRIAS SEMELHANTES

3 comentários

  1. nossos cafés, nossas risadas, nossas trocas e bobagens... saudade imensa! volto logo, porra!! hihi

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  2. assisti com um homem, tb nao teve A GRAÇA, homem nao vê graça nessa fru-fruzice de mulher! hehehehehe! É fod*...

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  3. nao vi ainda esse filme
    preciso ver
    meu único problema eh q eu tenho amigas separadas e um grupo de amigas
    pior..minhas amigas nao se conhecem..
    so sabem de nomes e so..

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