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21:09

menino voltando da escola nas Filipinas

Tenho passado as últimas semanas me integrando de tudo o que acontece no mundo. O marasmo do trabalho exige que eu busque na internet refúgio e informações para preencher o dia sem acreditar que estou perdendo o tempo realizando as atividades de rotina. O resultado disso é que continuo a me perguntar se é importante apreender tanta informação sobre o que acontece em todos os lugares.

Acredito que a questão mais importante em se aperceber dos fatos da atualidade está no que fazemos com cada notícia que recebemos. Assistimos a telejornais, lemos impressos e revistas e a internet é um sem-fim da compilação de tudo isso e mais um pouco. Mas, se apenas passamos o olho em tudo só para ter o que conversar sem realmente pensar no que nos foi dito de nada serve. Não podemos simplesmente concordar com tudo o que os jornalistas resumem.

Anteontem vi um comercial do Banco do Brasil. Um vídeo muito bem feito, com narração, música e coletânea de imagens 'vamos salvar o mundo', cujo slogan era o número 3, três atitudes que você pode ter por dia para melhorar/salvar o lugar que vivemos. Motivador emocional, o vídeo que dura entre 30 segundos e 1 minuto, nos faz realmente pensar em pequenas ações que podemos realizar diariamente. A Corrente do Bem (Pay it Forward, 2000), filme de Mimi Leder, trata da mesma proposta e apesar de ser um melodrama chato, também promove idéias interessantes.

As razões desta preocupação parecem ter dominado a mídia nos últimos anos. Aquecimento global tornou-se motivo para até políticos virarem astros de cinema. É de bom-tom tratar do assunto, ainda que você seja um estadunidense e sua nação não aceite as políticas de economia global para preservação do meio ambiente. Mas, quando paramos para pensar que Leonardo Di Caprio e Al Gore estão fazendo documentários-campanha, que todos os dias algum ambientalista está nas tvs nos alertando dos desastres futuros, a National Geographic publica um artigo imenso sobre o destino trágido de New Orleans e vemos os índices pluviométricos do sul asiático, realmente levamos algo pra pensar em casa.

Não digo com isso que me tornarei a nova ativista e que somarei 30 e não as três atitudes do Banco do Brasil, mas que me mantenho tentando preservar e economizar no que posso e que me paro refletindo sobre o que eu posso fazer, naquilo que está a meu alcance para fazer parte da turma que se preocupa.

Mais importante que pensar nas campanhas de uns e outros políticos pela preocupação do momento, é necessário que pensemos em nós e como a vida de pessoas muito parecidas com a gente está acontecendo neste momento nos lugares de crise. As notícias não devem ser apenas ouvidas e perdidas nas ondas do rádio ou nas emissões televisivas, mas pensadas como questionadoras da situação que vivemos. Do contrário, para quê saber?
Mumbai, Índia

HISTÓRIAS SEMELHANTES

1 comentários

  1. Tati, o seu pedido é bem simples e claro aqui: Pare, olhe, escute, aja. É simples porque é o mínimo que se pede de alguém que tem alguma capacidade de pensar, certo?

    No entanto,não é o que se vê por aí, e questionar o que se vê e ouve é cada vez mais raro. Absorver informação boa e colocá-las em prática, então...especialmente porquê não se acredita nesse trabalho de formiga, de fazer sua parte por um bem maior, coletivo.

    E nesse caso você está certíssima em fazer alguma coisa, não por desencargo de consciência, mas para estar junto dos que se preocupam,ouvindo, pensando e agindo. Tenho pra mim que é esse caminho mais inteligente a seguir, realmente.

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